23 startups paraibanas no web summit lisboa 2025: como governo da paraíba e sebrae impulsionaram parcerias com investidores e centros europeus

23 Startups paraibanas no Web Summit Lisboa 2025: como Governo da Paraíba e Sebrae impulsionaram parcerias com investidores e centros europeus

Startups paraibanas ampliam conexões internacionais com apoio do Governo da Paraíba, Secties, Sebrae e Fapesq

A participação da Paraíba no Web Summit Lisboa 2025 consolidou a presença das startups paraibanas no cenário global de ciência, tecnologia e inovação. De segunda (10) até quinta-feira (13), 23 empresas locais apresentaram soluções sustentáveis, firmaram parcerias e ampliaram conexões internacionais, com apoio do Governo do Estado, por meio da Secties, em parceria com o Sebrae e a Fundação de Apoio à Pesquisa (Fapesq).

Presença institucional e estratégia de internacionalização

O secretário da Secties, Claudio Furtado, resumiu a estratégia de fomento do governo e a importância do evento para a projeção do ecossistema local. Segundo ele, “Participamos do Web Summit, um evento global que reúne mais de 80 mil pessoas. A Paraíba está aqui bem representada por 23 startups, selecionadas em programas como o TecNova, Centelha e Conectando Startups. Algumas já firmaram parcerias com empresas europeias e investidores, o que mostra o quanto nosso ecossistema está competitivo. Essa é uma ação do governador João Azevêdo para tornar nossas empresas cada vez mais internacionais e inovadoras”.

Além do apoio logístico e financeiro, o Governo do Estado marcou presença com um estande e um podcast ao vivo no canal da Secties no YouTube, apresentando iniciativas e oportunidades nas áreas de ciência, inovação e empreendedorismo. A atuação conjunta com o Sebrae e a Fapesq foi citada como peça-chave para dar escala às iniciativas de inovação na Paraíba.

Histórias e soluções que chamaram atenção

Para muitas empreendedoras e empreendedores, o evento foi a primeira experiência internacional representando suas empresas. Joana Paula de Andrade, fundadora da Revigoradamente, contou a dimensão pessoal e profissional da participação. “É a primeira vez que saio do Brasil para representar minha empresa, e a experiência tem sido transformadora. Já fiz contatos com investidores e universidades interessadas na nossa metodologia”.

Ela também explicou a origem do projeto, reforçando a importância do ecossistema local: “A Revigoradamente nasceu de uma dor pessoal, e estar aqui apresentando essa solução em um evento como o Web Summit é uma conquista que só foi possível com o apoio do ecossistema de inovação da Paraíba”. A startup apresenta um jogo voltado à mudança de hábitos e prevenção de problemas de saúde mental, atraindo interesse de instituições acadêmicas e potenciais investidores.

Outra iniciativa da Paraíba que conquistou visibilidade foi a Inpyro, focada na destinação e recuperação de resíduos orgânicos. A representante Joelda Dantas destacou o alcance da pauta: “A questão da destinação de resíduos é uma dor global, e ver o quanto essa pauta desperta atenção aqui fora nos mostra que estamos no caminho certo. Nosso objetivo é ampliar a escala de produção, fortalecer a economia verde no Nordeste e levar o nome da Paraíba para o mundo”.

No campo da saúde digital, a Neoron voltou a marcar presença no evento. Especializada em Inteligência de Diálogo para a saúde, a empresa ganhou espaço no palco do Showcase Pitch e reforçou ambições de expansão. Nas palavras de Miguel Isoni, da Neoron, “Estar aqui pela segunda vez é uma conquista enorme. No ano passado vim como ouvinte e disse: ‘quem sabe ano que vem estaremos expondo’. E aconteceu! Logo no primeiro dia já estávamos animados, fazendo conexões com o mundo todo. Eu, como CEO, e meu sócio, André Cabral, trabalhamos em dupla e foi muito produtivo”.

Sobre os próximos passos, Isoni afirmou que a Neoron mira o mercado português: “Em 2026 queremos fincar os pés em Portugal. O país enfrenta desafios que o Brasil já superou na digitalização da saúde, e nossa tecnologia pode contribuir muito nesse processo. Somos uma empresa bootstrapping, sem investimento externo, mas já alcançamos o equilíbrio de caixa e estamos prontos para crescer com inovação e parcerias sólidas”.

Vitrine, networking e resultados práticos

Durante os quatro dias do evento, as startups paraibanas ocuparam ilhas que atuaram como vitrines de negócios e pontos estratégicos de conexão com investidores, visitantes e potenciais parceiros de diversos países. O formato permitiu apresentar tecnologias voltadas à economia verde, saúde digital e soluções para o semiárido, temas que despertaram interesse internacional.

O resultado imediato foi a ampliação do radar de contatos e o início de negociações para parcerias e internacionalização. Algumas empresas já relatam acordos preliminares com empresas europeias e centros de pesquisa, o que sinaliza um caminho de crescimento para as startups paraibanas em 2026 e além.

Impacto para o ecossistema local

A participação no Web Summit reforça a estratégia do Governo da Paraíba de posicionar o estado no mapa global de inovação, tornando as startups locais cada vez mais competitivas e prontas para atuar internacionalmente. Com apoio de programas como TecNova e Centelha, e iniciativas de conexão promovidas pelo Estado e pelo Sebrae, a expectativa é que mais projetos ganhem fôlego para escala e exportação.

Para o público e investidores interessados, o movimento das startups paraibanas no Web Summit é um sinal claro de que a região investe em soluções com aplicação prática, impacto social e potencial de mercado internacional. As experiências compartilhadas por fundadores, como as de Joana, Joelda e Miguel, mostram a diversidade de problemas enfrentados e as soluções que já começam a atrair atenção global.

O legado imediato do evento é um aumento na visibilidade, conexões estratégicas e a abertura de caminhos para que empresas da Paraíba estabeleçam operações ou parcerias na Europa, sobretudo em Portugal, onde há interesse mútuo em digitalização da saúde e tecnologias sustentáveis. Com isso, as startups paraibanas seguem um plano de expansão que combina apoio público, capacitação do Sebrae, e pesquisa fomentada pela Fapesq.

O próximo passo será acompanhar como essas negociações evoluem ao longo de 2026, e se as parcerias iniciadas em Lisboa se traduzirão em investimentos e operações concretas no exterior. Por enquanto, a participação no Web Summit fica marcada como um marco de internacionalização para as empresas e para o ecossistema de inovação da Paraíba.

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