STF analisa denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro em plenário virtual até 25 de novembro
O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento da denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro nesta sexta-feira, 14 de novembro, em sessão da Primeira Turma que seguirá em formato virtual até o dia 25 de novembro. A análise terá impacto direto sobre a possibilidade de abertura de ação penal contra o deputado federal, e pode levar ao arquivamento do processo caso a denúncia seja rejeitada.
O que diz a acusação
Eduardo foi denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, por coação em razão da atuação nos Estados Unidos. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele teria atuado no exterior pressionando autoridades brasileiras, por meio de postagens e entrevistas.
Como consta no pedido inicial, “No pedido, a Procuradoria citou postagens e entrevistas em que Eduardo Bolsonaro dizia buscar sanções contra ministros do STF.” A PGR entende que, “Para a PGR, essas declarações tinham tom intimidatório e buscavam interferir no processo que envolve Jair Bolsonaro.”
Trâmite e prazos do julgamento
Conforme divulgado, “A análise dos ministros da Turma acontecerá em plenário virtual até o dia 25 de novembro.” A Primeira Turma terá, portanto, um período definido para votar se aceita a denúncia e autoriza o prosseguimento da ação penal no Supremo, ou se rejeita a acusação, o que resultaria no arquivamento do caso.
As investigações tiveram início em maio, quando “As investigações começaram em maio, quando a PGR solicitou ao STF a abertura de apuração sobre o deputado federal.” O pedido da PGR detalha atos supostamente realizados pelo parlamentar enquanto estava nos Estados Unidos.
Posicionamento da defesa e possíveis desdobramentos
A Defensoria Pública da União apresentou defesa em favor do deputado, pedindo a rejeição da denúncia. No documento, a defesa argumenta que o correto seria intimar Eduardo por carta rogatória, “uma vez que o STF sabe onde o parlamentar está.” Esse ponto levanta discussão processual sobre a forma adequada de prosseguir com a investigação e os atos de comunicação internacional.
Se a Primeira Turma aceitar a denúncia, a abertura de ação penal poderá levar a novas fases de investigação e produção de provas, enquanto a rejeição resultará no arquivamento do processo. O desfecho será acompanhado de perto por atores políticos e jurídicos, dado o envolvimento do caso que, segundo a PGR, tem relação com processos que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O que acompanhar nos próximos dias
Durante o período de votação em plenário virtual, serão divulgadas decisões dos ministros sobre pontos formais e de mérito. É importante acompanhar eventuais manifestações públicas das partes e as razões que cada ministro apresentar para seu voto. A definição até 25 de novembro pode influenciar capítulos futuros envolvendo parlamentares e instâncias de controle sobre condutas no exterior.
Em síntese, a denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro entra agora na fase decisória no STF, com prazo estipulado em plenário virtual e com argumentos centrais sobre coação, atuação nos Estados Unidos, e questões processuais levantadas pela defesa.