STF mantém prisão de Bolsonaro em Brasília, julgamento virtual vai até às 20 horas, desta segunda-feira (24/11)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter o ex-presidente preso na sede da superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O caso, julgado de forma virtual, tem prazo final para votos “até às 20 horas, desta segunda-feira (24/11)”.
Decisão e votos já registrados
Sem surpresa, já votaram os ministros Alexandre Moraes, relator do caso, Cristiano Zanin e Flávio Dino. A maioria formada até o momento confirmou a manutenção da prisão preventiva do ex-presidente, em um julgamento acompanhado com atenção por autoridades e pela opinião pública.
Motivos da prisão
Bolsonaro foi preso no sábado, (22/11), por ordem do ministro Alexandre Moraes. A prisão ocorreu após a autoridade entender haver indícios de “tentativa de violação da tornozeleira eletrônica” e de “risco de fuga“. A medida foi cumprida na superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Na justificativa para a ordem de prisão, o ministro Moraes destacou também que uma, “vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderá comprometer a ordem pública, e faria parte de um plano de fuga“. A menção à vigília orientou a avaliação sobre riscos à ordem pública e à instrução do processo.
Contexto e repercussão
A prisão do ex-presidente aconteceu no sábado, coincidindo com o número do Partido Liberal, 22, o que foi observado por apoiadores e críticos nas redes sociais. Desde então, o caso ganhou amplo destaque, com debates sobre legalidade, segurança e impactos políticos. A manutenção da prisão pela Primeira Turma do STF reforça a posição do tribunal de priorizar a avaliação de risco e a integridade do processo.
O procedimento judicial segue em ambiente virtual, e as decisões dos ministros têm sido registradas dentro do prazo estabelecido pela Corte. Fontes oficiais confirmaram que o julgamento se estende até o final do período determinado, “até às 20 horas, desta segunda-feira (24/11)“.
Próximos passos
Com a maioria formada na Primeira Turma, a prisão de Bolsonaro deve permanecer enquanto persistirem as razões que motivaram a medida, segundo os votos já proferidos. Caso haja novos elementos, defesa ou acusação poderão apresentar argumentos nos autos, e o relator pode propor medidas complementares.
O desfecho do julgamento virtual será acompanhado por agentes públicos, pela Polícia Federal e por representantes legais das partes. A continuidade da prisão terá efeitos imediatos sobre a situação processual do ex-presidente, enquanto tramita no STF a análise sobre as medidas cautelares aplicadas.
Em linhas gerais, a manutenção da prisão de Bolsonaro pela Primeira Turma do STF reflete a avaliação de risco feita pela Corte, com base em indícios de tentativa de violação de equipamento eletrônico de monitoramento, e na preocupação com a ordem pública manifestada nas decisões judiciais.