
Primeira Turma confirma maioria, STF mantém prisão preventiva de Bolsonaro e votação segue em plenário virtual
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal chegou a uma maioria nesta segunda-feira, com o placar de 3 a 0, para STF mantém prisão preventiva de Bolsonaro. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia votaram a favor de manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde o sábado (22). A decisão em caráter colegiado avalia a manutenção da medida tomada individualmente pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.
O que disse o relator
Na justificativa do voto, o relator Alexandre de Moraes afirmou que há elementos que justificam a prisão preventiva. Em sua exposição, Moraes registrou que Bolsonaro, em audiência de custódia, admitiu ter prejudicado a tornozeleira eletrônica, descrevendo o comportamento como grave. A fonte traz a citação textual que integra a fundamentação do relator, “durante a audiência de custódia, Bolsonaro novamente confessou que “inutilizou a tornozeleira eletrônica com cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça”“. Esse trecho foi utilizado por Moraes para sustentar risco de desobediência às medidas cautelares e possibilidade de novos atos que possam atrapalhar a investigação ou a aplicação da lei.
Como se formou a maioria
Com os votos de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia a turma atingiu o placar de 3 a 0 favorável à manutenção da prisão preventiva. A análise ocorre em ambiente de plenário virtual, modalidade em que os ministros registram seus votos no sistema eletrônico do Supremo. A votação virtual continua aberta, e decisões colegiadas ainda podem confirmar ou alterar a situação do ex-presidente, conforme os demais votos sejam contabilizados.
Motivos e implicações
Os argumentos apontados pelos ministros que votaram pela manutenção combinam a confissão mencionada por Moraes, e a avaliação de que houve “descumprimento da medida cautelar”, com potencial para gerar risco processual, obstrução de investigação e desrespeito à Justiça. A medida preventiva tem caráter cautelar, visando garantir a ordem, a instrução criminal e a aplicação da lei, segundo os fundamentos trazidos à discussão.
Próximos passos
A decisão final dependerá do encerramento da votação no ambiente virtual, e de eventuais recursos e análises no Supremo. No campo político, a manutenção da prisão preventiva pelo colegiado reforça o peso das decisões judiciais sobre o desenrolar do caso, e deve movimentar debates jurídicos e institucionais nas próximas horas e dias. Acompanham-se também eventuais manifestações das partes e a tramitação de medidas cabíveis para tentar reverter ou confirmar a prisão.
O processo continuará sob análise na Corte, com o acompanhamento de desdobramentos judiciais e políticos. A expressão central para os próximos passos permanece sendo STF mantém prisão preventiva de Bolsonaro, frase que descreve a posição majoritária formada até o momento nesta sessão da Primeira Turma.

