Andreas Pereira busca redenção, enfrenta lembranças de 2021 e quer escrever nova história pelo Palmeiras
Quando entrar no gramado do estádio Monumental de Lima, no Peru, para a final da Copa Libertadores, no próximo sábado, 29, Andreas Pereira busca redenção após o episódio que marcou sua carreira na decisão de 2021. Aos 29 anos, com passagens por Manchester United, Lazio e pela seleção brasileira, o meia chega ao palco da final com motivação extra, e com a missão de ajudar o Palmeiras a conquistar o tetracampeonato continental.
O erro que virou história e a reação do jogador
A lembrança de Montevidéu, no Centenário, ainda segue viva entre torcedores. Na final de 2021, entre Palmeiras e Flamengo, Andreas, então no rubro-negro, se atrapalhou com a bola no início da prorrogação, ao tentar recuar para o goleiro Diego Alves. O meia caiu no gramado, e Deyverson roubou a bola para marcar o gol que deu o título ao Palmeiras.
A repercussão após aquele lance foi intensa. Em entrevista ao podcast FiveUK, Andreas relatou o impacto na sua vida pessoal, dizendo, “Foi um inferno. Na volta ao Brasil, as pessoas queriam destruir o ônibus, atacar minha casa. Tivemos que sair do ônibus antes e pegar outro carro, que não é normal. [Era um veículo] à prova de balas”. O episódio resultou em queda de rendimento nas partidas seguintes, e na saída do clube carioca meses depois.
Trajetória recente, chegada ao Palmeiras e desempenho
Depois de passagens pela Europa, Andreas voltou ao futebol brasileiro interessado em reabilitar a carreira e recuperar espaço no radar da seleção. Em agosto, foi anunciado como reforço do Palmeiras, em negócio estimado em 10 milhões de euros (R$ 62 milhões). Desde a chegada ao Verdão, o meia assumiu rapidamente papel de destaque no meio de campo, especialmente com a temporada mais apagada de Raphael Veiga e a venda de Richard Ríos.
Nas semifinais da Libertadores, contra a LDU, Andreas teve participação importante, integrando o time que reagiu à desvantagem de 3 a 0 no jogo de ida, com a vitória por 4 a 0 em São Paulo. Na trajetória até a final, o jogador soma, conforme o clube, “Em 18 partidas até aqui com a camisa verde e branca, o meia marcou duas vezes e deu uma assistência”.
Sobre a contratação, o técnico Abel Ferreira ressaltou a qualidade do atleta, com a frase: “Esse tipo de jogador não precisa perguntar para o treinador se ele gosta ou não gosta, porque sabemos todos da qualidade que ele pode trazer para a nossa equipe”, demonstrando confiança no papel de Andreas no time.
Foco no presente e nas provocações
Questionado sobre o passado e a falha de 2021, Andreas procurou minimizar o episódio e mirar o futuro no Palmeiras. Em sua apresentação, declarou: “O que aconteceu ficou no passado para mim. Cheguei neste grande clube e quero escrever minha história aqui”. A atitude revela intenção clara de buscar redenção através de futebol e resultados, não por justificativas.
O reencontro com o Flamengo na decisão vem após outro confronto recente entre as equipes, em outubro, pelo Campeonato Brasileiro, que terminou com vitória rubro-negra por 3 a 2 e muitas vaias ao meia no Maracanã. Mesmo assim, Andreas afirmou: “Sou profissional e não ligo para provocações. Quero mostrar meu futebol, fazer gols, dar assistências e conquistar vitórias.”
O que está em jogo e a expectativa
Além do título, para Andreas a final representa uma chance de virar a página, reconquistar confiança da torcida adversária e fortalecer sua trajetória internacional. O histórico europeu e a passagem pela seleção brasileira colocam o meia em posição de destaque, e a conquista da Libertadores com o Palmeiras seria um capítulo simbólico de reabilitação.
Para o torcedor, a final no Monumental de Lima reúne drama e potencial redenção, com Andreas Pereira buscando transformar uma lembrança dolorosa em vitória. O jogo de sábado promete ser um momento decisivo para o meia e para o Palmeiras, com a expectativa de que ele escreva, de forma definitiva, uma nova história no futebol brasileiro.