No Monumental de Lima, Arrascaeta e Bruno Henrique tentam ampliar o ‘oto patamá’ rubro-negro

Não faltam ídolos na história do Flamengo, porém apenas dois jogadores chegaram a levantar 15 troféus com a camisa rubro-negra. Giorgian de Arrascaeta e Bruno Henrique entram em campo com a chance de conquistar o 16º troféu da carreira, e de consolidar ainda mais o chamado “oto patamá” que se tornou marca do clube nos últimos anos.

Trajetória desde 2019

Os dois chegaram ao Flamengo em 2019, ano que marcou o início de uma sequência vitoriosa. Desde então, o clube conquistou as edições de 2019 e 2022 da Copa Libertadores, cinco vezes o Campeonato Carioca, duas vezes o Campeonato Brasileiro, duas vezes a Copa do Brasil, três vezes a Supercopa do Brasil e uma vez a Recopa Sul-Americana. A lista ainda não inclui o Brasileiro deste ano, praticamente assegurado, com a equipe a dois jogos do fim e 97% de chance de levantar o troféu, segundo o matemático Tristão Garcia.

Arrascaeta, a referência técnica e a liderança

O uruguaio de 31 anos é hoje a referência técnica do time e veste a faixa de capitão. Em números, o meia vive sua temporada com maior faro de gol, marcou 23 gols e distribuiu 17 assistências em 59 partidas pelo Flamengo. No rendimento e na postura, Arrascaeta tem impressionado a comissão técnica.

Sobre ele, o treinador Filipe Luís foi enfático, ao afirmar, “Vocês conhecem muito o Arrascaeta que entra em campo, pega a bola e faz a sua jogada. Um cara que sempre passa de dez assistências e dez gols em toda temporada é muito difícil achar“. O técnico complementou com outra avaliação direta, “Mas vejo outro Arrascaeta. Ele tem uma liderança silenciosa, muito forte no vestiário. Não é capitão só pela antiguidade, é capitão porque fala. É o primeiro a fazer, o primeiro a treinar, e puxa os companheiros para que façam também. É um dos caras mais ambiciosos que tive aqui no Flamengo. Não é coincidência estar vivendo este momento, talvez o melhor da carreira“.

Bruno Henrique, recuperação e questões fora de campo

O estilo de Bruno Henrique é diferente do uruguaio, e 2025 foi um ano de altos e baixos para o atacante. No total da temporada, os números não são ruins, 15 gols e duas assistências em 56 jogos, porém ele enfrentou uma série de problemas fora de campo ligados a investigações sobre esquema de apostas.

O atleta chegou a receber uma punição de 12 jogos no STJD em primeira instância, mas o Flamengo conseguiu congelar a pena até o julgamento definitivo, quando ele acabou punido apenas com multa. Bruno Henrique segue como réu na Justiça comum, após investigação que aponta que ele teria compartilhado com apostadores informação sobre um cartão amarelo que receberia em uma partida de 2023, em Brasília. Ele nega as acusações, mas a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal foi aceita pela Justiça.

Apesar disso, o atacante vem recuperando o melhor futebol em campo, e a confiança da comissão técnica permanece. Filipe Luís destacou, “Eu sempre acreditei nele. Muitas vezes, as fases do jogador geram dúvidas no torcedor, na imprensa, mas eu nunca deixei de acreditar. É um jogador determinante, histórico. Está em um grande momento físico e mental e chega talvez em seu melhor momento à grande final“.

O que está em jogo e o legado ‘oto patamá’

Para Arrascaeta e Bruno Henrique, a decisão no Monumental de Lima não é apenas mais um jogo. Se erguerem a taça da Libertadores, cada um chegará ao 16º troféu pelo Flamengo, ampliando uma trajetória vencedora que começou há seis anos. Ambos são os únicos remanescentes em campo das conquistas continentais de 2019 e 2022, enquanto nomes como Filipe Luís e Rodrigo Caio, que hoje compõem a comissão técnica, vestiram a camisa como jogadores naquela era de sucesso.

Além do placar e das estatísticas, há um aspecto simbólico. O termo “oto patamá”, nascido de uma fala do próprio Bruno Henrique em seu primeiro ano no Rio, virou meme, disputa judicial e símbolo da superioridade rubro-negra em confrontos locais. Hoje, Arrascaeta e Bruno Henrique podem transformar esse bordão em mais um capítulo da história do clube, confirmando que estão em outro patamar de importância para o Flamengo.

Independente do resultado, o duelo deixa claro que o legado desses jogadores já entrou no livro de recordes do clube, e que a expressão oto patamá segue viva na memória dos torcedores, como marca de uma era que eles ajudaram a construir.

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