
Prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio, deve prestar depoimento nos próximos dias sobre o caso Peron Filho.
A Polícia Civil da Paraíba avança nas investigações sobre a morte do vereador Peron Filho, ocorrida no “trevo de Pedro Régis”, na PB-071. O delegado seccional de Mamanguape, Sylvio Rabello, confirmou que o prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio, será ouvido formalmente nos próximos dias como parte da Operação Parlamento, que apura o crime.
Reunião suspeita após morte do vereador
Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, o delegado Sylvio Rabello explicou que já foi realizada uma requisição para que o prefeito preste depoimento. “Já fizemos uma requisição para ele. Ele está sendo requisitado a ser ouvido aqui por nós e iremos alinhar justamente o local, dia e hora para isso, mas nas próximas horas ele será ouvido formalmente”, afirmou Rabello.
Segundo o delegado, a necessidade de ouvir o prefeito Márcio Aurélio se dá em razão de uma “conduta atípica” observada após a morte do vereador Peron Filho. Rabello detalhou que o prefeito teria convocado uma reunião com secretários em um local “estranho ao serviço público”, que não seria um órgão oficial nem a residência de nenhum dos envolvidos.
“Ocorreu uma conduta estranha, atípica. Tendo em vista que houve essa reunião no lugar estranho ao serviço público. No lugar estranho, até o próprio domicílio deles. Não foi nem em algum órgão público, prédio público, em nenhum domicílio deles e isso acarretou numa conduta estranha por parte do poder municipal”, disse o delegado.
Investigação em fase complementar
O delegado Sylvio Rabello ressaltou que a Operação Parlamento segue em fase de complementação. “A partir de agora a gente tem que esclarecer toda essa atitude e toda essa conduta e por qual razão aconteceu isso, o que foi conversado e outras diligências que a gente vai fazer em cima dessa prova que angariamos e jogamos nos autos”, explicou.
Rabello também garantiu que a polícia está empenhada em prender todos os envolvidos no assassinato do vereador. “Quem tiver envolvimento, vai ser preso”, declarou. “Estamos na fase complementar da nossa operação. Quem tiver envolvimento será nos próximos dias também preso. Isso é algo que estamos trabalhando nessa fase complementar da operação parlamento”, pontuou.
Compartilhamento com outras instâncias
A oitiva do prefeito Márcio Aurélio será incluída no inquérito policial e o andamento das investigações será compartilhado com o Ministério Público, a Procuradoria e o desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba. O objetivo é garantir a transparência e a colaboração entre os órgãos na elucidação completa do caso.

