arboviroses na paraíba: casos caem 47% em 2025, mas vigilância é crucial

Arboviroses na Paraíba: Casos caem 47% em 2025, mas vigilância é crucial

Arboviroses na Paraíba: Casos caem 47% em 2025, mas vigilância é crucial

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) divulgou um boletim epidemiológico revelador sobre as arboviroses no estado. Entre 1º de janeiro e 2 de dezembro de 2025, a Paraíba registrou um total de 8.570 casos prováveis de doenças transmitidas por mosquitos. Deste montante, 7.339 foram de dengue, 558 de chikungunya, 22 de zika e um número preocupante de 651 casos confirmados de febre do Oropouche.

Redução expressiva nas principais arboviroses

Um dos destaques do boletim é a redução significativa observada nas três principais arboviroses urbanas quando comparado ao mesmo período do ano anterior, 2024. Os casos prováveis de dengue apresentaram uma queda de 47,65%, enquanto a chikungunya registrou uma diminuição de 67,02% e a zika teve uma redução ainda mais expressiva de 76,09%. Esses números são um reflexo direto das ações de vigilância intensificadas ao longo do ano.

Óbitos confirmados e alerta para a febre do Oropouche

Apesar da queda geral, a preocupação com os desfechos graves persiste. Até o momento, nove óbitos foram confirmados por dengue em municípios como João Pessoa (cinco), Campina Grande (um), Solânea (um), Tavares (um) e São Domingos do Cariri (um). Além disso, dois óbitos por chikungunya foram confirmados, em Campina Grande e Prata. A febre do Oropouche, com 651 casos confirmados, também exige atenção contínua.

Vigilância constante e união de esforços

Carla Jaciara, técnica responsável pela vigilância das arboviroses na SES, ressalta a importância dos resultados alcançados, mas enfatiza que a atenção deve ser mantida. “Os dados mostram uma melhora importante em relação ao ano passado, mas os vírus continuam em circulação. Precisamos manter a vigilância, fortalecer a notificação oportuna e intensificar as ações de controle vetorial”, declarou. Ela complementou que a colaboração entre Estado, municípios e população é fundamental para o sucesso dessas ações.

Eliminação de criadouros: a arma mais eficaz

A especialista reforça que a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti é a medida mais efetiva para prevenir a transmissão das doenças. “Mais de 70% dos focos do Aedes Aegypti estão nos domicílios”, alertou Carla Jaciara. A orientação é que cada família reserve um momento da semana para verificar e eliminar possíveis locais de acúmulo de água, como vasos de plantas, caixas d’água destampadas, calhas entupidas, pneus e qualquer recipiente que possa servir de criadouro.

Sintomas e prevenção: a importância da busca por ajuda médica

A Secretaria de Saúde também faz um apelo para que, ao apresentar sintomas compatíveis com arboviroses, como febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele, a população procure uma unidade de saúde imediatamente. A automedicação deve ser evitada a todo custo, pois o manejo adequado por profissionais de saúde é crucial para prevenir complicações e garantir a recuperação.

O reconhecimento precoce dos sintomas e a adoção contínua de medidas preventivas são essenciais para evitar o agravamento dos quadros, especialmente em períodos de maior circulação viral. A SES disponibiliza o boletim completo para consulta no seguinte link: Boletim Epidemiológico das Arboviroses Urbanas na Paraíba.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *