Brasil registra recorde de idosos no mercado de trabalho: 8,3 milhões ocupados

O Brasil atingiu um marco histórico no mercado de trabalho, com **8,3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em atividade profissional** no ano passado. Este número representa o **maior contingente de idosos ocupados desde o início do levantamento em 2012**, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua pesquisa Síntese de Indicadores Sociais.

Desocupação de idosos no menor patamar da série histórica

A análise do IBGE revela que, em 2024, a **taxa de desocupação entre os idosos foi de apenas 2,9%**, o menor índice registrado na série histórica. Para efeito de comparação, a taxa de desemprego para a população total do país foi de 6,6% no mesmo período. Isso demonstra uma **resiliência e participação significativa do público idoso no cenário econômico nacional**.

Reforma da previdência e longevidade impulsionam ocupação

A analista do IBGE, Denise Guichard Freire, aponta que o aumento da expectativa de vida no Brasil, que já alcança 76,6 anos, e a **reforma da previdência, promulgada em 2019**, são fatores determinantes para esse cenário. “Certamente a reforma da previdência é um dos fatores que levam as pessoas a ter que trabalhar mais tempo, a contribuir mais tempo para conseguir se aposentar”, explica Freire.

O estudo detalha que, no grupo de **60 a 69 anos, 34,2% estavam ocupados**, com maior participação masculina (48% dos homens contra 26,2% das mulheres). Já no grupo com 70 anos ou mais, a taxa de ocupação cai para 16,7%, sendo 15,7% para homens e 5,8% para mulheres.

Trabalho por conta própria e como empregador são modalidades comuns entre idosos

Uma característica marcante do trabalho dos idosos é a predominância de atuação **por conta própria ou como empregadores**. Mais da metade desse público (51,1%) se enquadra nessas categorias, sendo 43,3% por conta própria e 7,8% como empregadores. Em contraste, na população ocupada em geral, essas formas de atuação somam apenas 29,5%.

A condição de **empregado com carteira assinada é menos comum entre os idosos**, representando apenas 17% desse grupo, enquanto na população total esse índice chega a 38,9%. Essa diferença ressalta um **perfil empreendedor e autônomo entre os trabalhadores mais velhos**.

Rendimento médio dos idosos supera o da população geral

Apesar de uma menor taxa de formalização, os idosos demonstram um **rendimento médio superior ao da população com 14 anos ou mais**. Em 2024, os trabalhadores idosos receberam, em média, R$ 3.561 mensais, superando os R$ 3.108 da média geral, o que representa um ganho de 14,6%.

No entanto, quando se trata de **formalização**, a situação se inverte. A taxa de formalização entre os idosos é de 44,3%, significativamente menor que a média nacional de 59,4%. O IBGE classifica como informais os empregados sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria e empregadores que não contribuem para a previdência social.

Esses dados do IBGE pintam um quadro de um **Brasil onde os idosos estão cada vez mais ativos e relevantes no mercado de trabalho**, adaptando-se às novas realidades sociais e econômicas do país.

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