Caso em Skegness, Roy Marsh, 86 anos, recebeu multa por cuspir uma folha que entrou na boca por causa do vento, multa inicial de £250 reduzida para cerca de £150, e a situação gerou debate público
Um passeio rotineiro em Skegness, em Lincolnshire, terminou em punição para um idoso, depois de um incidente que familiares classificam como acidente, e autoridades como fiscalização a casos de lixo em espaços públicos.
Segundo relatos, a folha entrou por acaso na boca do homem por causa do vento, e ele a expeliu, gesto que foi interpretado por agentes como descarte irregular de resíduos, resultando na aplicação de uma multa por littering.
A multa inicial foi de £250, valor convertido por fontes a cerca de US$ 330, e após recurso o montante foi reduzido para cerca de £150, quantia que acabou sendo paga, conforme informações do The Guardian e da Sky News.
O que aconteceu
Roy Marsh, de 86 anos, estava sentado para descansar durante um passeio quando uma folha soprada pelo vento entrou em sua boca. Ao expeli-la, agentes ambientais que faziam patrulha entenderam que ele havia cuspido no chão.
As autoridades aplicaram uma infração por littering, termo usado nas normas locais de limpeza pública para atos de depósito de resíduos em via pública, mesmo quando o material é orgânico, como uma folha.
Valor da multa e recurso
A multa aplicada inicialmente foi de £250, o que foi informado como aproximadamente US$ 330, dependendo da cotação no dia, e depois de recurso o valor foi reduzido para cerca de £150, valor que o idoso pagou, de acordo com os relatos.
Reações e contexto
Familiares de Roy e moradores de Skegness criticaram a penalidade como exagerada e desproporcional, especialmente por envolver uma pessoa idosa e por se tratar de um incidente acidental.
O conselho local, por sua vez, afirmou que a fiscalização visa combater o lixo, e que as ações não são direcionadas a grupos específicos, defendendo a aplicação das normas para manter a limpeza pública.
Implicações
O caso reacende o debate sobre a aplicação de regras de limpeza, critérios de fiscalização e o uso de penalidades em situações ambíguas, e levanta questionamentos sobre avaliação de contexto em abordagens a idosos e atos claramente não intencionais.