greve na petrobras: 28 plataformas paralisadas no 3º dia e 9 refinarias em adesão

Greve na Petrobras: 28 Plataformas Paralisadas no 3º Dia e 9 Refinarias em Adesão

Greve na Petrobras chega ao terceiro dia com 100% de adesão em 28 plataformas

A greve dos petroleiros da Petrobras entrou em seu terceiro dia nesta quarta-feira, 17 de abril, atingindo um número expressivo de unidades. Segundo informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), o movimento grevista registrou 100% de adesão em todas as 28 plataformas localizadas na Bacia de Campos, na costa do Rio de Janeiro. Essa região é crucial para a produção de petróleo e gás no Brasil.

O movimento não se restringe apenas aos funcionários diretos da Petrobras, mas também inclui uma **significativa participação de trabalhadores de empresas terceirizadas** que atuam nessas plataformas. A adesão demonstra a força e o alcance da mobilização da categoria.

Adesão se expande para refinarias e outras unidades estratégicas

Além das plataformas, a greve ganhou força em outras áreas da companhia. A FUP informou que petroleiros da **Refinaria Abreu e Lima (Rnest)**, em Pernambuco, aderiram ao movimento, elevando para **nove o total de refinarias** em greve. Na última terça-feira, o número de plataformas em paralisação era de 24, e o de refinarias, de oito, indicando uma expansão significativa da greve em um curto período.

O cenário atual, monitorado pela FUP, aponta para a adesão da greve em um total de:

  • 9 refinarias
  • 28 plataformas
  • 13 unidades da Transpetro, a subsidiária de transporte da Petrobras
  • 4 termelétricas
  • 2 usinas de biodiesel
  • Campos de produção terrestre da Bahia
  • Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB)
  • Estação de Compressão de Paulínia (TBG)
  • Sede administrativa em Natal

Principais reivindicações dos petroleiros

A greve, que teve início na última segunda-feira, 15 de abril, é motivada por uma série de reivindicações importantes para a categoria. Entre as principais demandas, destacam-se:

  • Melhorias no plano de cargos e salários, buscando valorização profissional e melhores condições de remuneração.
  • Solução para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, o fundo de pensão dos petroleiros, visando garantir a sustentabilidade e a segurança financeira dos aposentados e futuros pensionistas.
  • Defesa da pauta Brasil Soberano, que tem como objetivo principal a manutenção da Petrobras como uma empresa pública e a implementação de um modelo de negócios voltado para o fortalecimento da estatal, garantindo seu papel estratégico para o desenvolvimento do país.

Petrobras afirma que operações seguem normais

Em resposta à mobilização, a Petrobras emitiu uma nota informando que suas equipes de contingência estão preparadas e mobilizadas para garantir a continuidade das operações. A companhia assegura que, **até o momento, não houve impacto na produção nem no abastecimento ao mercado**, que segue garantido sem alterações.

A empresa também declarou que respeita o direito de manifestação dos empregados e se mantém aberta ao diálogo com as entidades sindicais. Essa postura busca encontrar um caminho para a resolução do conflito, minimizando os impactos para a sociedade e para a própria empresa.

É importante ressaltar que a Petrobras é responsável por cerca de 90% do total de petróleo e gás natural produzidos no Brasil, seja sozinha ou em consórcio com outras empresas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A paralisação em suas unidades, portanto, tem potencial para gerar preocupações sobre o abastecimento e a produção energética do país.

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