
Operação Colheita desarticula organização criminosa que movimentou R$ 65 milhões na Paraíba e outros estados brasileiros.
A Polícia Civil da Paraíba, em conjunto com o Ministério Público através do GAECO, deflagrou a Operação Colheita nesta quarta-feira (17). A ação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar aproximadamente R$ 65 milhões.
A operação, que se estende por cinco estados, cumpre 50 mandados judiciais, incluindo prisões e buscas e apreensões. As investigações apontam para crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
As diligências são resultado de uma investigação que começou em meados de 2024, após a prisão de um líder de facção. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil, a organização utilizava “laranjas” para remeter dinheiro a empresas em regiões de fronteira.
Investigação começou com a prisão de “Júnior Pitoco”
As investigações tiveram como ponto de partida a prisão de João Batista da Silva, conhecido como “Júnior Pitoco”, apontado como chefe de uma facção criminosa na Paraíba. Ele foi localizado em um condomínio de luxo em São Paulo e detido em dezembro de 2024, em uma ação conjunta da Polícia Civil paraibana e paulista.
A partir dessa prisão, as equipes policiais conseguiram identificar uma ampla rede criminosa envolvida em atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. A complexidade do esquema chamou a atenção das autoridades.
Esquema de lavagem de dinheiro movimentou R$ 65 milhões
Em pouco mais de um ano de apuração, foi detectada uma expressiva movimentação financeira. Estima-se que os investigados tenham movimentado cerca de R$ 65 milhões. Esse valor colossal demonstra a dimensão da organização criminosa.
Segundo a Polícia Civil, o esquema criminoso envolvia a remessa de dinheiro utilizando “laranjas”. Essas pessoas, com renda incompatível com os valores movimentados, serviam como fachada para dissimular a origem ilícita dos recursos. O objetivo era dificultar o rastreamento do dinheiro.
Dinheiro era enviado para empresas em fronteiras e beneficiou traficantes condenados
Os recursos ilícitos eram enviados para empresas localizadas em regiões estratégicas de fronteira do país. Essa prática é comum em esquemas de lavagem de dinheiro para facilitar a saída dos valores do país ou a sua reinserção na economia.
Criminosos que já foram condenados por tráfico de drogas também figuram entre os beneficiários das transferências financeiras. Isso reforça a ligação direta entre a organização e o tráfico de entorpecentes.
Operação Colheita cumpre mandados em cinco estados e já realizou prisões
A Operação Colheita está cumprindo um total de 50 mandados judiciais em cinco estados brasileiros: Paraíba, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina. São 35 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão.
Na Paraíba, as ações ocorrem em João Pessoa e Campina Grande. Em outros estados, as diligências acontecem em cidades como Salvador e Camaçari (BA), Campo Grande (MS), diversas cidades de São Paulo e Criciúma (SC). A Justiça determinou também o sequestro e bloqueio de bens e valores de 20 investigados.
Até o momento, a operação resultou em 12 prisões, além da apreensão de três armas de fogo e diversos veículos. As diligências seguem em andamento para capturar outros envolvidos e recuperar ativos.



