
PF desarticula quadrilha que usava aviões e carros para tráfico de drogas em 6 estados
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18), a Operação Hangar Fantasma, uma vasta ação para desmantelar uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro. A operação, que contou com o apoio da Polícia Militar e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, se estendeu por seis estados e o Distrito Federal.
Modus Operandi: Aviões e Carros no Tráfico de Cocaína
De acordo com as investigações da PF, o grupo criminoso utilizava uma complexa rede logística, empregando tanto carros quanto aviões para transportar grandes quantidades de cocaína. O entorpecente era originário das regiões Norte e Centro-Oeste do país e tinha como destino o Nordeste. As apurações indicam que a liderança da quadrilha atuava mesmo de dentro do sistema prisional da Paraíba, orquestrando as operações ilícitas.
Conexão com Apreensões Milionárias de Drogas
A organização criminosa foi associada a apreensões recentes de drogas que somam aproximadamente uma tonelada. Dentre as apreensões mais significativas, destacam-se dois aviões interceptados, cada um transportando cerca de 400 quilos de cocaína. Esses flagrantes evidenciam a escala e a audácia da atuação do grupo no tráfico de entorpecentes.
Bloqueio de Bens e Contas: R$ 4,8 Bilhões em Jogo
Durante a Operação Hangar Fantasma, a Justiça determinou o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. Além disso, foi autorizada a medida de bloqueio de contas bancárias e bens dos investigados. A Polícia Federal estima que o valor total bloqueado possa alcançar a impressionante marca de R$ 4,8 bilhões. O grupo utilizava empresas de fachada e laranjas, ou seja, pessoas em nome de terceiros, para ocultar a origem ilícita dos recursos e adquirir bens de luxo, como aviões, imóveis e veículos.
Crimes Investigados: Tráfico, Lavagem e Organização Criminosa
Os indivíduos investigados na Operação Hangar Fantasma deverão responder pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A complexidade da operação e o montante de recursos envolvidos demonstram a força e a abrangência da rede criminosa desarticulada pela Polícia Federal e seus parceiros.



