Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantela importantes frentes do Comando Vermelho, focando em roubo de veículos e fraude em sistemas de justiça. Operações simultâneas ocorrem na Região Metropolitana e em outros estados.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou operações cruciais contra o Comando Vermelho, visando desarticular esquemas de **roubo e desmanche de veículos** e uma complexa **fraude em sistemas de justiça**. As ações ocorrem em diversas frentes, com foco principal na Região Metropolitana e se estendendo a outros estados.
Em São Gonçalo, a nova fase da Operação Torniquette resultou em confrontos em comunidades como o Complexo do Feijão e a comunidade do Abacatão. O objetivo era desmantelar uma quadrilha especializada em roubar e desmanchar carros, utilizando essas áreas como base estratégica para suas atividades criminosas.
As investigações apontam que o Comando Vermelho usa as favelas de São Gonçalo como pontos de partida e destino para os grupos de roubadores. A escolha de locais como o Morro do Feijão e o Abacatão é estratégica, servindo como refúgio seguro para o deslocamento e a recepção dos automóveis roubados. Conforme dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), mais de 1.300 carros foram roubados em São Gonçalo somente este ano, evidenciando a gravidade do problema.
Operação Torniquette: Combate ao Roubo de Veículos
Durante a incursão nas comunidades de São Gonçalo, as equipes policiais, com apoio de veículos blindados, encontraram resistência armada e barricadas montadas pelos suspeitos. Após o tiroteio, a polícia confirmou a prisão de **três integrantes da quadrilha**, a recuperação de **10 veículos roubados** e a apreensão de entorpecentes. O delegado responsável detalhou que as comunidades funcionam como um local considerado seguro pelos suspeitos.
Operação Firewall: Desvendando a Fraude Tecnológica do CV
Paralelamente, a Operação Firewall focou em um braço tecnológico do Comando Vermelho. Nesta operação, **três pessoas foram presas** sob a acusação de invadir o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. O objetivo dos criminosos era beneficiar membros da facção, manipulando dados para dificultar o cumprimento de mandados de prisão.
Os investigadores explicaram que o esquema envolvia o uso de senhas de servidores públicos, obtidas ilicitamente, para acessar o sistema. Os criminosos anunciavam a fraude pela internet, oferecendo o serviço de manipulação de dados por cerca de **R$ 3 mil por acesso**. Como o sistema não permite a exclusão de mandados, os hackers alteravam as informações para impossibilitar o acesso aos dados corretos dos foragidos.
Aqueles que não efetuavam o pagamento eram ameaçados com a emissão de novos mandados falsos contra eles, demonstrando a audácia e a sofisticação do esquema. Essa operação destaca a **adaptação do crime organizado** às novas tecnologias para escapar da justiça e manter suas atividades.