Professores da educação básica terão alívio financeiro com novas regras do Imposto de Renda a partir de 2026.

Uma significativa parcela dos professores da educação básica, tanto da rede pública quanto privada, será diretamente beneficiada pelas novas regras do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que entram em vigor em janeiro de 2026. Segundo estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), **três em cada quatro professores** desta categoria terão uma melhora em suas finanças com as alterações na tributação.

Impacto financeiro e isenção ampliada

A principal mudança reside na elevação da faixa de isenção do IRPF para quem ganha menos de R$ 5 mil e na redução do tributo para rendimentos de até R$ 7.350. Essas alterações, decorrentes da Lei nº 15.270/2025, proposta pelo governo federal, prometem impactar positivamente a vida de mais de **600 mil professores da educação básica**. A pesquisa do Ipea estima que, ao longo de um ano, o benefício financeiro para a categoria pode ser comparado a receber um **14º salário**.

A proporção de docentes isentos de IRPF deve saltar de 19,7% para 51,6% após a reforma. Além disso, outros 21,9% dos professores passarão a ter uma carga tributária reduzida, totalizando um benefício para aproximadamente **73,5% da categoria**. Esses dados foram calculados com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), utilizando microdados de 2022.

O estudo “O imposto na ponta do giz” e suas conclusões

O estudo intitulado “O imposto na ponta do giz: efeitos da reforma tributária sobre o IRPF de docentes da educação básica” detalha os resultados. A presidente do Ipea, Luciana Mendes Santos Servo, destacou a importância dessas mudanças: “Este estudo do Ipea evidencia como a reforma do Imposto de Renda aumenta a renda disponível dos professores ao comparar a renda antes e depois da tributação. Os resultados mostram um impacto efetivo sobre o orçamento dos docentes, especialmente entre aqueles próximos ao piso do magistério, com ganhos que podem equivaler a um salário adicional ao ano. Avaliar esses efeitos concretos é essencial para qualificar as políticas públicas”.

Correção da tabela do IR e efeito multiplicador na economia

Adriano Souza Senkevics, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, explicou que o benefício se dá pela **correção da tabela do imposto de renda**, que estava defasada em termos de progressividade fiscal. Ele ressalta que os professores formam “uma das maiores categorias ocupacionais do Brasil”, presentes em todos os municípios, o que gera um **impacto pulverizado nas economias locais**.

Senkevics também mencionou o “efeito multiplicador”: “Quanto mais renda disponível você tem para trabalhadores, mais isso se transforma em consumo e mais arrecadação.” Embora exista o Piso Nacional do Magistério, os salários variam significativamente entre municípios e estados, influenciados pelos planos de carreira de cada secretaria de educação.

Variedade regional no impacto da isenção

A projeção do Ipea indica que a isenção do imposto de renda para professores pode ter variações regionais consideráveis. Em estados como Minas Gerais, Tocantins e Roraima, a previsão é de que o percentual de professores isentos **aumente de 20% para 60%**. Mesmo no Distrito Federal, onde os salários da categoria são geralmente mais altos, a proporção de docentes isentos do IRPF deverá **mais que dobrar**, passando de 10% para 25%.

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