IGP-M fecha 2025 em queda de 1,05%, indicando cenário de alívio para 2026

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou o ano de 2025 com uma **queda acumulada expressiva de 1,05%**. O resultado, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta para um cenário de **menor pressão de custos** a partir de 2026, o que pode trazer alívio para o bolso dos brasileiros.

Desaceleração global e safras agrícolas impulsionam a queda do IGP-M

De acordo com o economista Matheus Dias, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, a queda do IGP-M em 2025 foi influenciada por fatores como a **desaceleração da atividade econômica global** e a **elevada incerteza**. Esses elementos limitaram os repasses de custos, especialmente para os preços ao produtor. Além disso, a **melhora das safras agrícolas** contribuiu significativamente para a redução dos preços de matérias-primas, reforçando o movimento de deflação no índice.

“Esses fatores limitaram repasses de custos, impactando, principalmente, os preços ao produtor. Além disso, a melhora das safras agrícolas contribuiu para aliviar preços de matérias-primas, reforçando o movimento de deflação no índice”, explica Matheus Dias.

IGP-M: Um indicador chave para diversos contratos

O IGP-M é amplamente utilizado como **referência para a atualização de diversos contratos**, incluindo valores de aluguéis, contas de energia elétrica e telefonia, mensalidades escolares, planos de saúde e seguros. A queda registrada em 2025, portanto, tem um impacto direto na vida financeira de muitas famílias e empresas.

O indicador é medido pela FGV entre os dias 21 de um mês e 20 do mês seguinte. Sua origem remonta ao final dos anos 1980, quando foi criado a pedido de entidades privadas do setor financeiro.

Inflação oficial (IPCA) segue abaixo da meta em 2025

Enquanto o IGP-M apresenta queda, a **inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), também deve fechar 2025 abaixo da meta estabelecida**. Segundo o boletim Focus, divulgado pelo mercado financeiro, a previsão é de que o IPCA termine o ano em **4,32%**.

A meta de inflação para 2025, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o limite superior da meta é de 4,5%, e o resultado estimado de 4,32% se encontra dentro dessa faixa, indicando um controle da inflação ao consumidor.

Perspectivas para 2026

A queda do IGP-M em 2025 sugere um **cenário mais favorável para a economia em 2026**. A redução da pressão de custos pode se traduzir em reajustes menores em aluguéis e outros serviços atrelados ao índice, proporcionando um respiro financeiro para os consumidores. A combinação de um IGP-M em queda e um IPCA dentro da meta reforça a expectativa de um ambiente econômico mais estável no próximo ano.

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