Pai e filho foram presos em Campina Grande, na Paraíba, nesta segunda-feira (29), suspeitos de atropelar e matar o motociclista por aplicativo, Ronaldo de Lima Costa, de 42 anos. As prisões preventivas foram decretadas pela Justiça após a Polícia Civil apresentar novos elementos que indicam a participação direta dos dois no crime e na tentativa de atrapalhar as investigações.
O trágico acidente aconteceu na noite de 2 de agosto, no bairro Malvinas. Segundo a delegada Suelane Guimarães, o filho conduzia um veículo e tentou ultrapassar o carro do pai, quando atingiu a motocicleta de Ronaldo. Em seguida, o pai, que vinha logo atrás, passou por cima do motociclista, uma ação considerada crucial para a morte da vítima.
Filho preso em flagrante, pai negou envolvimento inicial
Na mesma noite do atropelamento, o filho foi detido em flagrante. Ele apresentava sinais de ter consumido bebida alcoólica. No entanto, a participação do pai não ficou clara no momento da prisão. Ambos optaram por permanecer em silêncio e não informaram sobre a presença de um segundo veículo no ocorrido, o que dificultou o esclarecimento inicial dos fatos.
Alteração de veículo e ocultação de provas
As investigações posteriores revelaram que houve uma clara tentativa de dificultar a identificação do veículo conduzido pelo pai. De acordo com a polícia, o automóvel teve suas características alteradas e permaneceu por cerca de dez dias sendo modificado antes de ser repassado a terceiros. Essa manobra, realizada sem que o envolvimento no acidente fosse comunicado, atrasou significativamente a identificação do segundo motorista, que só ocorreu cerca de três meses após o crime.
Crime evolui de culposo para doloso
Diante das evidências reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de pai e filho, pedido que foi acatado pela Justiça. O caso, que inicialmente era tratado como homicídio culposo, agora é enquadrado como homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual. Isso significa que os suspeitos assumiram o risco de produzir o resultado morte.
Os dois homens presos passaram por exames de corpo de delito e aguardam apresentação em audiência de custódia, prevista para esta segunda ou terça-feira (30). A responsabilidade e a definição da pena caberão ao Poder Judiciário.