Renda-se: Artesãs da Paraíba celebram conquistas em 2025

A Fundação Casa de José Américo (FCJA) encerrou as atividades de 2025 do programa Renda-se com uma emocionante exposição das peças confeccionadas pelas alunas. O evento celebrou o talento e a dedicação de mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica, que aprimoraram suas habilidades em cursos de renda de bilros e renda de filé.

Primeira-dama enaltece o trabalho das artesãs

A exposição contou com a presença ilustre da primeira-dama da Paraíba, Ana Maria Lins, que demonstrou seu apreço pela arte do artesanato paraibano e seu apoio incondicional ao programa. Ela ressaltou a importância de iniciativas como o Renda-se, que promovem o desenvolvimento social e valorizam a cultura local através do artesanato. “Estou emocionada e grata ao trabalho das artesãs que se dedicam ensinando outras mulheres. É de uma verdadeira artesã que nascem várias artesãs. Parabéns”, declarou a primeira-dama, visivelmente tocada pelo evento ocorrido na manhã do último dia 19.

Parcerias que fortalecem o programa

O evento também reuniu outras personalidades importantes que apoiam o projeto. Estiveram presentes o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba (Secties), Cláudio Furtado, que tem sido um grande parceiro em projetos desenvolvidos em conjunto com a FCJA, e a vice-primeira-dama do estado, Camila Mariz, que se declarou apreciadora das belas peças produzidas pelo programa. Tatiana Pimentel, diretora do Presídio Feminino Júlia Maranhão, também marcou presença, destacando a parceria com a FCJA no projeto Reebolar, que utiliza o artesanato como ferramenta de reabilitação para mulheres privadas de liberdade.

Preservando saberes e tradições

O presidente da FCJA, jornalista Fernando Moura, enfatizou a relevância de incentivar projetos como o Renda-se. Para ele, a iniciativa é fundamental para valorizar e fortalecer o pertencimento cultural do ofício da renda, garantindo a preservação dos saberes e tradições das rendeiras brasileiras. Ele acredita que ao apoiar essas mulheres, a FCJA contribui ativamente para a manutenção de um patrimônio cultural imaterial de grande valor.

Formalização e independência econômica

A idealizadora do programa, professora Janete Lins Rodriguez, gerente do Museu Casa de José Américo, apresentou a exposição como uma prestação de contas das atividades de 2025. Um dos principais marcos alcançados pelas alunas é a obtenção da Carteira Nacional do Artesão e Artesã, através de um programa do Governo Federal. Essa formalização profissional permite que as mulheres tenham acesso a feiras, capacitações e programas de fomento, abrindo caminhos para a independência econômica e, consequentemente, para o exercício pleno da cidadania. Essa conquista representa um passo significativo na trajetória de muitas delas.

O impacto social e cultural do Renda-se

O programa Renda-se, desenvolvido pela FCJA em colaboração com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), tem como objetivo principal não apenas formar novas rendeiras, mas também valorizar e fortalecer o pertencimento cultural desse ofício ancestral. A iniciativa busca preservar os saberes e tradições das rendas brasileiras, garantindo que essas técnicas passem de geração em geração. Além de proporcionar uma nova habilidade profissional, o programa visa incluir essas mulheres em um contexto de socialização e cultura, oferecendo uma oportunidade concreta para a geração de renda financeira.

Transformação através do ofício

O impacto transformador do programa é visível na vida das participantes. Fátima Finizola, que iniciou o curso em 2023 e hoje já atua como professora da oficina, compartilha sua experiência: “Conviver com mulheres que estavam passando por situações parecidas com a minha através da socialização que o programa proporciona, nos coloca em um estado de progresso pessoal, onde uma pode ajudar a outra e o novo ofício nos leva a uma nova realidade financeira e emocional”. Sua trajetória é um exemplo inspirador do poder de transformação do Renda-se.

Estrutura e professores do programa

Sob a coordenação da psicopedagoga Katzumy Lia Fook, chefe do Núcleo de Saberes e Fazeres Populares Neuma Fechine da FCJA, o programa Renda-se conta atualmente com aproximadamente 53 alunas. As aulas são ministradas com dedicação pelas professoras Roseane da Silva Vicente e Eliete da Silva Vicente, nas oficinas de renda de bilros, e por Maria Fialho e Fátima Finizola, nas oficinas de renda de filé. Essa equipe qualificada garante a excelência do ensino oferecido.

Resultados e alcance do Renda-se

O Renda-se realiza anualmente uma exposição para apresentar o acervo criado pelas alunas, e muitos desses talentos já foram reconhecidos com a licença de artesã, emitida pelo Cadastro Único de Artesãos do Brasil, do Governo Federal. Essa capacitação adquirida no curso tem sido um diferencial para a inserção dessas mulheres no mercado de trabalho. As oficinas são oferecidas gratuitamente e acontecem todas as quartas e quintas-feiras na sede da Fundação Casa de José Américo, localizada na Avenida Cabo Branco, 3336, na orla da capital paraibana, um espaço acolhedor e propício para o aprendizado e a troca de experiências.

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