Coreia do Norte critica operação americana na Venezuela e pede respeito à soberania do país sul-americano, enquanto Beijing e Moscou cobram diálogo e liberação de Maduro

A Coreia do Norte condenou com veemência a ofensiva dos Estados Unidos que culminou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, considerada por Pyongyang como uma violação grave da soberania venezuelana.

Em declaração oficial, o líder Kim Jong-un qualificou a operação como uma postura que chamou de ‘brutal e desonesta’, e pediu respeito às regras internacionais e à independência dos países da América Latina.

A captura do líder venezuelano foi confirmada pelo presidente Donald Trump após ataques realizados em diferentes regiões do país sul-americano, e a reação internacional inclui pedidos de diálogo e negociações por parte de outras potências, conforme declaração oficial da Coreia do Norte e anúncio do presidente Donald Trump.

Reação de Pyongyang

Segundo a declaração norte-coreana, a ação dos Estados Unidos representa a mais séria violação da soberania venezuelana. O pronunciamento atribuía à intervenção uma postura que classificou como ‘brutal e desonesta’, e ressaltou que medidas unilaterais assim deterioram a ordem internacional.

A declaração coloca a Coreia do Norte ao lado de governos que criticam a operação, e enfatiza a necessidade de proteger, via regras diplomáticas, os direitos dos Estados de decidir seu próprio destino.

Posição de China e Rússia

Além da Coreia do Norte, China e Rússia também reagiram ao episódio, cobrando a libertação do líder venezuelano. Esses países pedem que a crise seja resolvida por meio do diálogo e da negociação, em vez de ações militares ou prisões executadas por potências estrangeiras.

Os pronunciamentos de Beijing e Moscou reforçam a pressão diplomática por soluções multilaterais e pelo respeito à integridade territorial da Venezuela.

Maduro permanece detido em Nova York, onde aguarda julgamento por acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas, crimes que podem resultar em prisão perpétua. A confirmação da captura foi feita pelo presidente Donald Trump, segundo relato oficial das autoridades americanas.

Autoridades nos Estados Unidos dizem que o processo seguirá os trâmites judiciais, enquanto aliados de Maduro exigem sua libertação imediata e defendem que o caso seja tratado por meios diplomáticos e negociados.

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