Seap-RJ informa que 259 presos não retornaram da saída temporária de Natal, número que acende alerta sobre vínculos com facções e risco à segurança pública
Ao longo do período de Natal, centenas de detentos receberam autorização para deixar unidades prisionais e retornar após o benefício, mas nem todos voltaram, gerando preocupação entre as autoridades.
A situação mobiliza as forças de segurança do estado, diante da confirmação de que parte dos foragidos tem ligação com organizações criminosas, o que complica buscas e estratégias de recaptura.
Ao todo, 259 presos seguem fora do sistema carcerário, número que corresponde a cerca de 14% dos 1.868 internos autorizados a deixar os presídios no período, conforme informação divulgada pela Seap-RJ.
O que diz a Seap-RJ
A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informou que, do total de 1.868 detentos autorizados a sair no período natalino, 259 presos seguem fora do sistema carcerário, o que representa cerca de 14% desse grupo.
A divulgação traz ainda a classificação por vínculos, dados que ajudam a dimensionar o desafio operacional para as forças de segurança.
Vínculos com facções e perfil dos foragidos
Segundo a Seap-RJ, entre os detentos que não retornaram, 150 têm vínculo com o Comando Vermelho, 39 com o Terceiro Comando Puro e 23 com a facção Amigos dos Amigos. Outros 46 presos afirmaram não ter relação com facções.
Esses números mostram que a maioria dos foragidos está associada a organizações criminosas, o que torna as ações de recaptura mais complexas e urgentes.
Risco, prioridades e próximos passos
A Seap-RJ destacou ainda que, entre os foragidos, cinco são classificados como de alta periculosidade, o que acende um alerta para as forças de segurança do estado.
As autoridades informaram que as equipes de inteligência e patrulhamento intensificaram as buscas e que operações coordenadas devem priorizar a localização desses detentos, com foco nos classificados como mais perigosos.
O caso segue sob monitoramento, com atualizações previstas conforme as ações de recaptura avançarem, e a Seap-RJ permanece como fonte das informações divulgadas.