Deputado estadual Sargento Neto (PL) se manifestou nesta segunda-feira (12) contra o ator Wagner Moura, a quem acusou de “lacração” após seu discurso no Globo de Ouro.
Wagner Moura foi premiado como melhor ator em filme de drama por sua atuação em “O Agente Secreto” e, em seu discurso, criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-o como “fascista”, e mencionou a persistência da ditadura no cotidiano do povo brasileiro.
Declarações de Wagner Moura repercutem em debate político
As declarações do ator durante a cerimônia de premiação, realizada nos Estados Unidos neste domingo (11), geraram forte repercussão, especialmente no programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM. O deputado Sargento Neto foi um dos críticos mais vocais.
Segundo o parlamentar, a sociedade brasileira deveria questionar indivíduos que, segundo ele, “posam de defensores da democracia, mas apoiam ditaduras e políticos que flertam abertamente com o autoritarismo”.
Críticas à postura do ator e seu sustento pelo Estado
O deputado Sargento Neto afirmou que a postura de Wagner Moura demonstra uma contradição, especialmente por ser “sustentado pelo Estado”. “Quando a gente vê as atitudes dele, vê que ele é um cara que é sustentado pelo Estado, então o que eu vejo aí é que infelizmente ele tenta lacrar, mas ele não olha para o próprio umbigo dele”, declarou o parlamentar.
Para o deputado, a crítica ao ex-presidente Bolsonaro, taxado de fascista, é uma demonstração de falta de consideração com a maioria da população.
Discurso de “extrema esquerda” e desrespeito à liberdade
Sargento Neto classificou o discurso de Wagner Moura como “discursozinho, discurso de extrema esquerda, um discurso rasteiro, um discurso que não respeita a liberdade do povo brasileiro”. Ele lamentou a atitude do ator, que, em sua visão, deveria ter “ficado calado e respeitar a grande maioria da população que apoia aqueles que são a favor da liberdade”.
O deputado paraibano enfatizou que a liberdade de expressão deve ser exercida com responsabilidade e que discursos que polarizam ou atacam grupos específicos sem fundamento podem ser prejudiciais ao debate democrático.