Hugo Motta cobra ‘gestos’ de Lula para apoio em 2026 e detalha veto a condenados do 8/1
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou em João Pessoa (PB) que aguarda sinalizações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para oficializar um eventual apoio à reeleição do petista em 2026. Motta enfatizou que qualquer decisão sobre o pleito presidencial está atrelada a uma lógica de trocas políticas.
Reciprocidade e alianças regionais são cruciais para definição de apoio
Durante um evento na capital paraibana, o deputado federal destacou que a construção de um eventual apoio à candidatura de Lula em 2026 passa necessariamente por uma análise cuidadosa das contrapartidas oferecidas ao seu grupo político e ao estado da Paraíba. “A política se constrói com reciprocidade“, afirmou Motta. Ele ressaltou que a definição exige entender “o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar”, conduzindo o processo de forma tranquila e respeitosa com a população local.
Hugo Motta também ponderou que a decisão não é solitária e envolve a participação de outros atores políticos. Na visão do parlamentar, o posicionamento do Partido dos Trabalhadores (PT) e as alianças firmadas pelo Republicanos na Paraíba, especialmente com o governador João Azevêdo e o vice-governador Lucas Ribeiro, são fatores determinantes para que um acordo seja selado.
Veto de Lula aos condenados do 8 de janeiro é tema de discussão
O presidente da Câmara também comentou sobre o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria das penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Motta reconheceu que o tema gerou divisão no país ao longo de 2025, mas garantiu que o Legislativo encara a decisão do Executivo com naturalidade. Ele lembrou que a proposta obteve amplo diálogo na Câmara, alcançando quase 300 votos.
“Respeitando o direito e a prerrogativa do presidente de vetar as matérias aprovadas pelo Congresso, o Congresso irá também, na sua prerrogativa, analisar o veto”, declarou o presidente da Casa. A análise mencionada por Motta seguirá o rito constitucional de votação em sessão conjunta, onde o Legislativo avaliará se mantém ou derruba a decisão presidencial, conforme o entendimento das bancadas.
Ritos para derrubada de vetos exigem maioria qualificada
Para que um veto presidencial seja rejeitado pelos parlamentares, é necessária a maioria absoluta de votos nas duas Casas do Congresso Nacional. Isso significa que o texto precisa de, no mínimo, 257 votos favoráveis à derrubada na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal.
A declaração de Hugo Motta ocorreu em um contexto de agenda institucional. O deputado acompanhou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que anunciou investimentos do governo federal para o pré-carnaval de João Pessoa, reforçando a proximidade administrativa entre o ministério e a base do deputado na Paraíba.