Oxfam alerta: Governos optam por defender a riqueza, não a liberdade

Um relatório contundente divulgado pela Oxfam, organização global dedicada ao combate à desigualdade, pobreza e injustiça, aponta uma escolha preocupante por parte dos governos em todo o mundo: a priorização da defesa da **riqueza e do poder político dos bilionários** em detrimento da garantia de dignidade material, voz política e liberdades civis para a vasta maioria da população.

A escolha pela oligarquia em detrimento da democracia

O documento, intitulado “Resistindo ao Domínio dos Ricos: Defendendo a Liberdade Contra o Poder dos Bilionários”, foi lançado pela Oxfam paralelamente ao Fórum Econômico Mundial de Davos em 2026. A mensagem central é clara: os governos estão fazendo a **”escolha errada”**. Em vez de buscar a redistribuição de riqueza e o bem-estar coletivo, eles optam por **defender os interesses dos mais ricos**, silenciando a crescente indignação popular diante de um custo de vida cada vez mais inacessível e insuportável.

O relatório destaca um cenário alarmante onde o **poder político dos super-ricos se amplia exponencialmente**, coincidindo com um crescimento recorde de suas fortunas. Paralelamente, observa-se uma estagnação no combate à pobreza global e uma **deterioração preocupante dos direitos civis e políticos** para a maioria das pessoas.

Bilionários ganham poder, cidadãos perdem voz

A Oxfam denuncia que os bilionários não apenas acumulam riquezas inimagináveis, mas também utilizam esse capital para **moldar regras econômicas e políticas a seu favor**. Essa influência se traduz em decisões que beneficiam uma pequena elite, enquanto a maioria da população enfrenta um **retrocesso em seus direitos fundamentais**. A repressão a protestos e o silenciamento da oposição são sintomas dessa tendência, segundo o documento.

Em contrapartida, aqueles com menos recursos econômicos tornam-se **”politicamente pobres”**, com suas vozes abafadas pelo avanço do autoritarismo e pela supressão de direitos. Essa dinâmica cria um ciclo vicioso, onde a concentração de riqueza se traduz em maior poder político, perpetuando a desigualdade.

Pobreza estagna e insegurança alimentar cresce

Os dados apresentados pelo relatório pintam um quadro sombrio. A **diminuição da pobreza global praticamente estagnou**, com um novo aumento registrado na África. Em 2022, a Oxfam estima que **quase metade da população mundial (48%), ou 3,83 bilhões de pessoas, vivia na pobreza**. Olhando para além da renda, a insegurança alimentar também é um problema crescente: **uma em cada quatro pessoas no mundo enfrenta insegurança alimentar moderada ou grave**, um aumento de 42,6% entre 2015 e 2024.

Um apelo por um futuro mais justo

Apesar do cenário desolador, o relatório da Oxfam encerra com uma nota de esperança e um chamado à ação. A organização enfatiza que essa realidade **não é inevitável**. Os governos têm o poder de escolher defender os cidadãos comuns em vez dos oligarcas. Além disso, as próprias pessoas, quando organizadas, podem se tornar um **contrapeso poderoso à riqueza extrema**. A mensagem final é um convite à união para exigir um mundo **mais justo e igualitário**.

O documento completo está disponível no site da Oxfam para consulta detalhada.

Deixe uma resposta

Você também pode gostar

Dólar: moeda fecha último pregão em alta

Resultado foi influenciado por dados otimistas da economia dos Estados Unidos

Região Nordeste lidera índice de atividade econômica do Brasil

O índice de atividade IBCR-NE do Banco Central do Brasil (Bacen) aponta que a economia nordestina avançou 3,2% no 1º trimestre de 2024. O Ceará apresentou o maior crescimento no índice, sendo 4,4%, com avanço do comércio varejista (9,1%).

Ibovespa em alta de 1,26 % nesta segunda

Aos 120 mil pontos, índice é o melhor desde novembro

Reforma do IR: 73,5% dos professores da educação básica terão alívio financeiro em 2026

Professores da educação básica terão alívio financeiro com novas regras do Imposto…