Ibovespa renova recorde e supera 175 mil pontos com capital externo

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de euforia nesta quinta-feira (22), impulsionado pelo otimismo no cenário internacional e por uma expressiva entrada de recursos estrangeiros. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, encerrou o pregão com uma alta de 2,2%, **superando a marca histórica de 175.589 pontos**. Este é o terceiro recorde consecutivo do índice, demonstrando a força da recuperação e o apetite dos investidores por ativos brasileiros.

Alívio internacional impulsiona bolsa

A principal mola propulsora para este avanço foi o alívio nas tensões globais, especialmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar de ameaças de tarifas comerciais contra países europeus. Esse movimento gerou um efeito cascata positivo nas bolsas mundiais, com o índice S&P 500 em Wall Street, por exemplo, subindo 0,55%. A percepção de menor risco geopolítico levou a uma **realocação global de recursos em direção a mercados emergentes**, como o Brasil.

Investidor estrangeiro volta com força

Os dados da B3 reforçam o papel crucial do investidor estrangeiro na escalada recente do Ibovespa. Somente em janeiro, até o dia 20, o saldo de capital externo na bolsa brasileira já era positivo em quase **R$ 8,8 bilhões**. Essa entrada maciça de recursos contribui significativamente para a valorização das ações e para a consolidação de novos recordes. Com o resultado desta quinta-feira, o Ibovespa acumula uma **alta de 6,55% na semana e cerca de 9% no ano**, caminhando para o melhor desempenho semanal desde outubro de 2022.

Ações de bancos lideram a alta

O avanço do Ibovespa foi sustentado principalmente por ações de **bancos**, que possuem um peso significativo no índice. A performance positiva desses setores reflete não apenas o fluxo de capital estrangeiro, mas também a confiança na economia brasileira e nas perspectivas de crescimento. O volume de negociações na B3 também foi expressivo, somando **R$ 44,1 bilhões**, bem acima da média diária de cerca de R$ 30 bilhões observada em anos anteriores, indicando um mercado aquecido e com alta liquidez.

Dólar recua e fecha abaixo de R$ 5,30

No mercado de câmbio, a quinta-feira também foi marcada por otimismo. O **dólar comercial** fechou vendido a **R$ 5,284**, registrando um recuo de R$ 0,036 (-0,67%). A moeda americana operou em estabilidade durante a manhã, mas sofreu uma queda acentuada à tarde, terminando o dia próxima das mínimas. Essa cotação é o menor valor do dólar desde 11 de novembro, quando estava em R$ 5,27. Em 2026, a divisa acumula uma queda de 3,73%, o que é um bom sinal para a economia brasileira, indicando maior estabilidade e atratividade para investimentos.

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