STF arquiva inquérito contra delegados da PRF por blitze em eleições de 2022

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), **arquivou as investigações** contra dois delegados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Eles eram suspeitos de realizar blitzes com o objetivo de prejudicar a circulação de eleitores no segundo turno da corrida presidencial de 2022. A decisão foi divulgada pelo STF nesta quinta-feira (22).

Moraes segue parecer da PGR e aponta falta de provas

Alexandre de Moraes acatou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegou a falta de provas mínimas para incriminar Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira. A PGR considerou que não havia indícios suficientes de que os delegados tivessem cometido qualquer tipo de crime.

Os delegados haviam sido indiciados pela Polícia Federal (PF) e eram investigados pelos crimes de prevaricação e violência política. No entanto, o ministro escreveu em sua decisão: “Na presente hipótese, não se verifica nos autos indícios mínimos da ocorrência de ilícito criminal em relação aos investigados Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira, não existindo, portanto, na presente petição, nenhum indício real de fato típico [crime] praticado pelos requeridos”.

Operações de trânsito ligadas à trama golpista

O episódio das blitze está inserido no contexto das investigações sobre a trama golpista que visava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, mesmo após sua derrota eleitoral em 2022. Esse caso, inclusive, serviu como um dos fundamentos para a condenação de outras autoridades.

A Primeira Turma do Supremo condenou o então ministro da Justiça, Anderson Torres, e o diretor-geral da PRF à época, Silvinei Vasques, por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, também foi condenada por obstrução da circulação de eleitores.

PRF nega viés político, mas STF viu tentativa de favorecer Bolsonaro

De acordo com dados da PRF, mais de 2,1 mil ônibus foram fiscalizados somente na Região Nordeste no fim de semana do segundo turno de votação em 2022. A corporação sempre negou que as operações tivessem um viés político.

Contudo, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal considerou que as blitze representaram uma tentativa de favorecer a reeleição de Bolsonaro, com o intuito de mantê-lo no poder de forma ilegal. Essa percepção se baseou no fato de que as operações se concentraram em regiões com maior concentração de eleitores do então candidato adversário, Luiz Inácio Lula da Silva.

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