Entenda o caso João Lima: denúncia de violência doméstica ganha repercussão nacional com prisão do cantor
A prisão preventiva do cantor paraibano João Lima, de 30 anos, na última segunda-feira (26), colocou o país diante de um grave caso de violência doméstica. A denúncia partiu de sua esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante, que optou por tornar públicos relatos e imagens das agressões sofridas durante o relacionamento.
O episódio ganhou enorme destaque nacional após a vítima detalhar em suas redes sociais episódios de violência física, psicológica e ameaças. Segundo Raphaella, as agressões teriam se iniciado poucos dias após o casamento, durante a lua de mel, há cerca de dois meses.
Em depoimentos emocionados, Raphaella Brilhante relatou uma rotina marcada por medo, controle e agressões, sentindo-se em risco iminente em diversas situações. A denúncia formal foi registrada no sábado (24), e no mesmo dia, a vítima divulgou nas redes sociais vídeos, imagens e textos que evidenciam o sofrimento, gerando uma forte mobilização em seu apoio. Conforme informação divulgada pela própria vítima e veículos de comunicação, o Poder Judiciário determinou a prisão preventiva de João Lima, considerando haver elementos suficientes e a necessidade de preservar a integridade da denunciante.
Prisão preventiva e medida protetiva mantidas pela Justiça
A Justiça determinou a prisão preventiva de João Lima, entendendo que havia elementos suficientes para a medida, visando preservar a integridade física e psicológica de Raphaella Brilhante. Paralelamente, foi mantida uma medida protetiva em favor da vítima, impedindo qualquer tipo de aproximação ou contato por parte do cantor. João Lima se apresentou à polícia na manhã de segunda-feira (26), acompanhado de seu pai, o deputado estadual Cicinho Lima, e a prisão foi formalizada após o cumprimento do mandado judicial.
Críticas à entrada do cantor na delegacia
A forma como João Lima entrou na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) gerou forte reação pública. Relatos de equipes de imprensa indicam que o cantor teria entrado pela garagem de viaturas, sem passar pela entrada principal. Esse fato levantou questionamentos sobre um possível tratamento diferenciado, especialmente devido aos vínculos políticos familiares do investigado. Movimentos sociais, jornalistas e internautas criticaram o episódio, apontando o simbolismo negativo da situação, ocorrida em um local destinado à proteção de mulheres vítimas de violência.
Defesa busca substituição da prisão por medidas cautelares
A defesa de João Lima, composta por advogados criminalistas, informou que solicitou, durante a audiência de custódia, a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo os advogados, já existia uma medida protetiva em vigor e, na avaliação da defesa, não haveria novos fatos que justificassem a manutenção da prisão. A audiência de custódia ocorreu na tarde de segunda-feira, no Fórum Criminal de João Pessoa, onde a juíza decidiu manter a prisão.
Relatos de medo e risco iminente
Em vídeos e entrevistas, Raphaella Brilhante descreveu um ambiente de constante tensão, medo e controle emocional. Ela afirmou que, por muitas vezes, ocultou os sinais das agressões de familiares e amigos próximos, até perceber que sua segurança estava seriamente comprometida. “Eu vivi com medo. Chegou um momento em que achei que não iria sair viva”, declarou em um dos depoimentos. O caso segue em investigação e deve apresentar novos desdobramentos judiciais nos próximos dias, com significativa repercussão social.