
STF decide manter prisão do empresário conhecido como ‘Careca do INSS’
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 27 de fevereiro, a manutenção da prisão do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, popularmente conhecido como “Careca do INSS”. Ele é uma figura central nas investigações da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no ano passado, que apura a ocorrência de **descontos indevidos de mensalidades associativas** nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Investigações apontam para esquema de empresas de fachada
Antonio Carlos Camilo Antunes encontra-se detido desde setembro do ano passado, recolhido no presídio da Papuda, em Brasília. Segundo as apurações da Polícia Federal, o empresário teria utilizado empresas de fachada para concretizar o desvio de recursos provenientes de mensalidades recebidas de forma irregular por associações de aposentados. Durante as buscas realizadas pela operação, a PF logrou êxito em apreender veículos de luxo, como carros das marcas BMW e Porsche, em endereços que, segundo as investigações, estão ligados a Antunes.
Empresário já havia negado participação em CPI
É importante ressaltar que, em depoimento prestado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérrito (CPMI) do INSS no ano passado, o próprio empresário negou veementemente qualquer participação nos desvios de mensalidades de aposentados. Na ocasião, Antunes declarou que apresentaria à Polícia Federal documentos que, segundo ele, comprovariam a legalidade de suas atividades empresariais.
Operação Sem Desconto segue em andamento
A Operação Sem Desconto visa desarticular uma rede criminosa que se aproveitava da vulnerabilidade de aposentados e pensionistas para realizar fraudes financeiras. A atuação do “Careca do INSS”, conforme as investigações, seria fundamental para a operacionalização do esquema, viabilizando o fluxo do dinheiro desviado.
A decisão do ministro André Mendonça no STF reforça a gravidade das acusações e a continuidade das investigações. A manutenção da prisão visa, entre outros fatores, garantir a ordem pública e impedir a continuidade das atividades investigadas, além de assegurar a aplicação da lei penal.
A Polícia Federal continua os trabalhos para coletar mais provas e identificar todos os envolvidos no esquema, buscando recuperar os valores desviados e responsabilizar os culpados.



