Deputado Wilson Santiago cobra mais atenção de Lula à base aliada
O deputado federal Wilson Santiago (Republicanos) fez críticas contundentes à condução política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de afirmar que defenderá a bandeira de Lula na Paraíba, Santiago apontou **divergências significativas na relação com a base aliada no Congresso Nacional**, destacando que **”faltou espaço político”** para atender a todos os grupos de apoio.
Críticas à condução política e diálogo com aliados
Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, Wilson Santiago declarou que, embora defenda o presidente, **o alinhamento com as pautas do grupo político não é total**. “Vou defender aqui na Paraíba a bandeira do presidente Lula, sim. Agora, dizer que o presidente está alinhado 100% com aquilo que nós gostaríamos, não. Tem alguns pontos que divergimos, como tratar melhor sua base política. Está faltando um tratamento melhor”, afirmou o parlamentar.
PEC dos Precatórios e a divisão da base governista
Como exemplo das dificuldades enfrentadas, o deputado citou o início das votações no Congresso, que foram marcadas por **obstáculos na apreciação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e da PEC da redistribuição de recursos pendentes no Tesouro Nacional**. Segundo Santiago, essas matérias **acabaram por dividir a base governista**, gerando atritos internos e demonstrando a necessidade de um **diálogo mais coeso**.
“Entramos logo com a pauta, com a primeira votação da PEC dos Precatórios e da PEC da redistribuição dos recursos que estavam pendentes no Tesouro Nacional, com as suas respectivas limitações. Aquilo levou o presidente a dar continuidade a um processo que já estava em andamento e dividiu o governo naquela PEC, naquela votação”, explicou.
Cessão de ministérios e a falta de espaço para outras correntes
Wilson Santiago avaliou que, diante desse cenário de divisão, o governo precisou **ceder espaço político ao União Brasil**, o que, por consequência, **reduziu a margem para contemplar outras correntes aliadas**. O deputado ressaltou que, mesmo com uma representação parlamentar menor, o partido foi agraciado com a pasta de três ministérios.
“Quando dividiu o governo, ele teve que acatar integrantes do União Brasil, onde cedeu três ministérios, mesmo tendo em média apenas 15 votos de um painel de mais de 50 do partido. Atendeu com essa quantidade de ministérios e, portanto, faltou espaço político para atender outras correntes políticas nacionais, que também tinham opinião e queriam uma renovação naquilo que se construiu no Brasil até aquele instante”, concluiu.
A declaração do deputado reflete uma **crítica à distribuição de poder e cargos dentro da gestão federal**, indicando a percepção de que **o governo precisa aprimorar sua articulação política** para garantir a **unidade e o apoio efetivo de sua base aliada**.