
Professora brasileira Débora Garofalo conquista o título de Professora Mais Influente do Mundo
A educadora brasileira Débora Garofalo foi eleita a professora mais influente do mundo pela Varkey Foundation, uma fundação internacional dedicada à valorização de professores. A cerimônia de premiação ocorreu em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na segunda-feira (2), antecedendo a entrega do Global Teacher Prize.
Um prêmio inédito para a educação brasileira
Garofalo recebeu o prêmio Global Teacher Influencer of the Year, um reconhecimento inédito que visa destacar a trajetória docente que transcende os limites da sala de aula. Ela é a primeira pessoa a receber esta honraria, lançada neste ano para celebrar professores que utilizam sua influência e redes sociais para promover a educação de forma ampliada.
“Ainda estou bastante emocionada por aqui”, declarou Débora Garofalo à Agência Brasil na terça-feira (3). “Receber o prêmio Global Teacher Influencer foi uma emoção impossível de descrever. Me senti profundamente honrada, não só como professora, mas como representante da nossa educação brasileira”, acrescentou.
Inovação e impacto social da periferia para o mundo
A professora vê o prêmio como uma demonstração da força da educação brasileira, ressaltando “sua potência de inovar com poucos recursos e muita vontade de mudar as realidades”. Ela enfatiza que “esse reconhecimento mostra que o trabalho que nasce da periferia, dentro da escola pública, com criatividade, humanidade e compromisso social, pode ganhar o mundo”.
Débora Garofalo fez questão de compartilhar o mérito: “Esse prêmio não é só meu. Ele pertence aos meus estudantes, à comunidade onde ele nasceu e a professores e professoras de todo o país que todos os dias transformam a dificuldade em aprendizagem”.
Trajetória de destaque e o projeto de robótica com sucata
Essa não é a primeira vez que Débora Garofalo ganha destaque internacional. Em 2019, ela já havia se tornado a primeira mulher brasileira e sul-americana a ser finalista do Global Teacher Prize, frequentemente chamado de “Nobel da educação”.
Sua indicação naquele ano foi impulsionada por um projeto inovador de ensino de robótica com sucata para alunos de escola pública na periferia de São Paulo. O projeto envolve jovens de 6 a 14 anos no aprendizado de montagem de motores, circuitos e programação, capacitando-os a desenvolver seus próprios protótipos.
Um chamado por mais investimento na educação brasileira
Para a educadora, o reconhecimento internacional desse trabalho serve como um recado claro para o Brasil: a necessidade de investir continuamente na educação. “O Brasil tem talentos incríveis dentro da sala de aula, e eu espero que, com esse reconhecimento, a gente possa inspirar mais investimentos, mais valorização e mais esperança no poder transformador da educação”, concluiu.



