Haddad confirma saída da Fazenda e mira campanha de Lula em 2026
Fernando Haddad, atual Ministro da Fazenda, confirmou que deixará a pasta em fevereiro. Em entrevista à BandNews FM, o ministro expressou seu desejo de se dedicar integralmente à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Haddad enfatizou a importância de construir um plano robusto para os próximos quatro anos, que vá além da mera continuidade e apresente um projeto qualitativamente mais exigente, considerando o cenário global e as oportunidades para o Brasil.
Descartando candidaturas individuais
O ministro abordou os rumores que circulavam nos bastidores sobre possíveis candidaturas suas ao Senado ou ao governo de São Paulo. Haddad demonstrou pouca animação com essas perspectivas, ressaltando seu histórico de 10 anos de serviço ao lado do presidente Lula. Ele destacou que a relação entre ambos é pautada pela confiança e pela disposição em contribuir, sem barganhas políticas. “Eu penso que você tem que se colocar à disposição para aquilo que você está animado. Que entende que vai contribuir e vestir a camisa e dar de tudo”, afirmou.
Prioridade é fortalecer o projeto de Lula
A declaração de Haddad sinaliza um forte comprometimento com o projeto político do governo atual. A intenção é focar energias na elaboração de propostas que consolidem e expandam as políticas públicas, visando um futuro mais próspero e justo para o país. A participação ativa na campanha de 2026 seria, segundo ele, a melhor forma de contribuir nesse momento.
Sucessão na Fazenda: sugestão de nome
Para sua sucessão no Ministério da Fazenda, Haddad já indicou Dario Durigan, atual secretário-executivo e considerado o “número dois” da pasta. Durigan é visto como um nome técnico e experiente para dar continuidade aos trabalhos. Contudo, a decisão final sobre a nomeação ainda cabe ao presidente Lula, que não “bateu o martelo” sobre a indicação até o momento.
A saída de Haddad da Fazenda e seu foco na campanha de Lula em 2026 marcam uma nova fase na articulação política do governo. O ministro demonstra alinhamento com os objetivos presidenciais e disposição para atuar em frentes estratégicas, priorizando o fortalecimento do projeto político em detrimento de ambições individuais.



