lula explica encontro com dono do banco master e cita "perseguição"

Lula explica encontro com dono do Banco Master e cita “perseguição”

Lula detalha reunião com dono do Banco Master e afirma que Daniel Vorcaro se sentia “perseguido”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, nesta quinta-feira (5), sobre a reunião que teve fora da agenda com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo o presidente, Vorcaro relatou que estava sofrendo “perseguição”.

Reunião fora da agenda e alegação de perseguição

Lula explicou que já recebeu outros grandes bancos em audiências oficiais, como Itaú, Bradesco, Santander e BTG Pactual. A reunião com Vorcaro ocorreu quando Guido Mantega o apresentou ao presidente, solicitando uma audiência. “Chamei o (Gabriel) Galípolo e Rui Costa, da Bahia, que o conhecia”, afirmou o presidente em entrevista ao portal Uol.

“Ele, então, me contou da perseguição que estava sofrendo, que tinha gente interessada em derrubar ele”, disse Lula. O presidente assegurou que deixou claro para Vorcaro que “não haverá posição política, pró ou contra o Banco Master, o que haverá é uma investigação técnica feita pelo Banco Central”. Esta foi, segundo Lula, a essência da conversa.

Defesa do contrato de Ricardo Lewandowski com o Banco Master

Questionado sobre o contrato firmado entre Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça, e o Banco Master, Lula o defendeu, qualificando-o como “um dos maiores juristas que este país já produziu”.

“Todo bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja com qualquer dificuldade”, pontuou o presidente. Ele ainda acrescentou que Lewandowski havia deixado a Suprema Corte e fechado um contrato para atuar no banco. “Quando eu o convidei, ele saiu do banco. Não tem problema nenhum”, destacou Lula.

Investigação sobre o Banco Master e fundos de trabalhadores

Lula reiterou a importância de se investigar a fundo o caso do Banco Master. Ele levantou questionamentos sobre “por que o governo do Rio de Janeiro, o Estado do Amapá, colocaram o dinheiro do fundo dos trabalhadores nesse banco”.

O presidente também demonstrou interesse em esclarecer “qual é a falcatrua que existe entre o Banco Master e o Banco de Brasília? Quem está envolvido?”, evidenciando a necessidade de transparência e apuração completa dos fatos envolvendo a instituição financeira.

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