
CPMI do INSS ouve nesta segunda (9) deputado do Maranhão e filho de empresário
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS intensifica as investigações nesta segunda-feira, 9 de maio, com a oitiva de duas figuras-chave no caso de descontos irregulares em aposentadorias. Serão ouvidos o deputado estadual pelo Maranhão, Edson Araújo (PSB), e Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti.
Convocados sob ameaça de condução coercitiva
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou em entrevista coletiva que ambos estão devidamente avisados e convocados para prestar depoimento. Ele ressaltou que, em caso de não comparecimento voluntário ao Senado, ambos serão obrigados a atender à convocação por meio de condução coercitiva. A sessão está marcada para as 16 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal.
Investigações em andamento e o caso Maurício Camisotti
Edson Araújo está sob investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto. Já Paulo Camisotti é apontado por investigadores como um dos elos finais na cadeia de descontos irregulares que afetaram aposentados do INSS. O pai de Paulo, Maurício Camisotti, que está preso sob suspeita de envolvimento na fraude, não prestou depoimento à CPMI. Isso ocorreu porque o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pela facultatividade do comparecimento dele à comissão.
Decisão do STF impede depoimento de empresário preso
O senador Carlos Viana explicou a situação referente a Maurício Camisotti. “Nós fomos comunicados oficialmente dessa decisão. Nós oficiamos o presídio em São Paulo, o [Maurício] Camisotti veio a Brasília e estava aqui ontem à noite na expectativa de depor na CPMI, mas, devido à comunicação do ministro, nós tivemos que devolvê-lo ao presídio de São Paulo sem ser ouvido”, relatou o parlamentar durante a reunião da CPMI na última quinta-feira.
A expectativa é que os depoimentos desta segunda-feira tragam novas luzes às operações investigadas, com foco nos descontos fraudulentos no INSS e nos responsáveis por essas ações.


