CPMI do INSS ouvirá deputado e filho de empresário sob ameaça de condução coercitiva
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS intensifica suas investigações nesta segunda-feira, 9 de outubro, com os depoimentos agendados do deputado estadual pelo Maranhão, Edson Araújo (PSB), e de Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti. Ambos são peças-chave em investigações que apuram fraudes e descontos irregulares em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social.
Convocação e possível condução coercitiva
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou em entrevista coletiva na última quinta-feira, 5 de outubro, que tanto Edson Araújo quanto Paulo Camisotti foram devidamente avisados e convocados para prestar depoimento. O senador foi enfático ao afirmar que, caso os convocados não compareçam espontaneamente ao Senado na segunda-feira, serão **obrigados a atender à convocação por meio de condução coercitiva**. Essa medida visa garantir a colaboração de todos os envolvidos nas apurações da comissão.
Investigações em andamento
Edson Araújo, o deputado estadual do Maranhão, encontra-se sob investigação pela Polícia Federal no âmbito da **Operação Sem Desconto**. Esta operação, como o nome sugere, apura irregularidades relacionadas a descontos indevidos em benefícios previdenciários. Já Paulo Camisotti é apontado por investigadores como um dos **elos finais de uma complexa rede de descontos irregulares** em aposentadorias do INSS. Sua participação é considerada crucial para entender o fluxo financeiro e operacional das fraudes.
Maurício Camisotti não depõe devido decisão do STF
O empresário Maurício Camisotti, pai de Paulo e figura central em parte das investigações, não prestou depoimento à CPMI. O motivo, conforme explicado pelo senador Carlos Viana, foi uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a **facultatividade do comparecimento dele à comissão**. Maurício Camisotti encontra-se preso sob suspeita de envolvimento nas fraudes investigadas.
“Nós fomos comunicados oficialmente dessa decisão. Nós oficiamos o presídio em São Paulo, o [Maurício] Camisotti veio a Brasília e estava aqui ontem à noite na expectativa de depor na CPMI, mas, devido à comunicação do ministro, nós tivemos que devolvê-lo ao presídio de São Paulo sem ser ouvido”, relatou o senador Viana durante a reunião da CPMI na quinta-feira.
Horário e local da oitiva
A oitiva de Edson Araújo e Paulo Camisotti está marcada para as **16 horas desta segunda-feira, 9 de outubro**. O local será o plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal. A expectativa é de que ambos forneçam informações relevantes para o avanço das investigações da CPMI do INSS, que busca desarticular esquemas de fraudes que prejudicam milhares de aposentados e pensionistas em todo o país.


