
Polícia Civil da Paraíba encerra investigação sobre mortes por ingestão de veneno em Patos, apontando para um trágico acidente.
Um inquérito policial que apurou as mortes de Hildebrando Martiniano Vieira, de 46 anos, e Ana Cristina Galdino Ferreira, de 16 anos, foi concluído pela Polícia Civil da Paraíba. O lamentável episódio ocorreu no dia 1º de fevereiro, em um estabelecimento comercial na cidade de Patos, localizada no Sertão paraibano.
As investigações detalhadas revelaram que as vítimas fatais ingeriram um inseticida após o produto ter sido erroneamente confundido com uma bebida alcoólica. A descoberta e o compartilhamento da substância venenosa foram feitos por um adolescente de 15 anos, que encontrou o veneno em casa e o levou para o bar, acreditando ser conhaque.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento crucial em que o jovem chega ao bar e coloca a garrafa com o líquido na mesa. A investigação, conforme divulgado pela Polícia Civil, classificou o ocorrido como uma **fatalidade** e um evento estritamente acidental, sem a identificação de dolo ou intenção de matar por parte do adolescente. O caso agora será encaminhado ao Ministério Público para os devidos procedimentos legais, considerando a menoridade do envolvido.
A descoberta e o compartilhamento do veneno
De acordo com o delegado Claudinor Lúcio, responsável pela investigação, o adolescente encontrou o veneno armazenado em uma garrafa PET pequena, próxima a uma pia em sua residência. O jovem, enganado pela aparência do recipiente, levou o líquido ao bar com a intenção de compartilhar o que acreditava ser conhaque com seus conhecidos. A **confusão** entre o inseticida e a bebida alcoólica foi o ponto de partida para a tragédia.
O desenrolar da tragédia no bar
As câmeras de segurança flagraram o momento em que Hildebrando Martiniano Vieira, a primeira vítima, serviu-se do líquido e o ingeriu. Poucos segundos após o consumo, o homem começou a apresentar sinais de mal-estar e deixou o local, vindo a falecer antes mesmo de receber qualquer tipo de socorro médico. A rapidez com que os sintomas surgiram chocou os presentes.
Em seguida, Ana Cristina Galdino Ferreira chegou ao bar. O mesmo adolescente que levou a garrafa serviu o líquido para ela. Ele chegou a experimentar a substância, mas ao notar um sabor estranho, passou o copo para a amiga, que acabou consumindo a bebida. A jovem também passou mal e foi levada às pressas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde, infelizmente, não resistiu e faleceu após dar entrada em parada cardiorrespiratória.
Identificação da substância e conclusão da investigação
A substância ingerida pelas vítimas foi identificada como um **inseticida** comumente utilizado para o combate de formigas, cupins e carrapatos. Os laudos indicaram que o produto, ao ser ingerido por seres humanos, causa uma **depressão imediata** dos sistemas nervoso, respiratório e cardiológico, o que explica a rápida evolução dos quadros de saúde das vítimas. A Polícia Civil enfatizou que **não houve intenção de matar**, classificando o episódio como uma **fatalidade**.
Considerando que o caso envolve um menor de idade, o processo será remetido ao Ministério Público da Paraíba (MPPB). O órgão adotará os procedimentos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente para lidar com a situação, buscando as medidas cabíveis para o caso.



