
A corrida pelo tempo de TV e rádio na Paraíba tem um nome como principal moeda de troca: o Partido dos Trabalhadores (PT).
Na Paraíba, a busca por uma conexão direta com a trajetória do presidente Lula ou do PT, que motive um candidato ao governo, é algo incomum. Embora existam proximidades entre os pré-candidatos e a legenda, o fanatismo é raro. Ainda assim, a disputa entre dois dos três nomes postos para assegurar o apoio oficial do PT é intensa. E o motivo vai além da popularidade de Lula no estado, focando principalmente em um ativo crucial para campanhas majoritárias: o **tempo de TV e rádio** para guias e inserções eleitorais.
O peso estratégico do tempo de mídia
As projeções indicam que o PL e o PT, este último em federação com PCdoB e PV, concentrarão a maior fatia do tempo de televisão e rádio nas eleições deste ano. Na Paraíba, ter o PT ao lado é **fundamental** para garantir um espaço significativo nos guias e inserções eleitorais. Para candidatos como Lucas Ribeiro (PP) e Cícero Lucena (MDB), essa aliança pode ser uma questão de “vida ou morte” eleitoral.
Cenários e alianças em jogo
O senador Efraim Morais (União Brasil), já fechado com o PL, pode sair fortalecido caso consiga unir a federação União Brasil e PP. Com isso, ele teria acesso ao **maior tempo de mídia**, ocupando as primeiras posições no ranking de tempo de TV e rádio. Nessa hipótese, Lucas Ribeiro, sem o PP, ficaria em desvantagem, precisando desesperadamente do PT para compensar a ausência de tempo das legendas como Republicanos (7ª), PDT (9ª), PSB (10ª) e Solidariedade (13ª).
Por outro lado, se Lucas Ribeiro conseguir a federação União Brasil/PP, ele já largaria em uma posição privilegiada, somando o tempo do Republicanos e de outras legendas. Ao unir-se também ao PT, deixaria Cícero Lucena em uma situação extremamente vulnerável. O prefeito de João Pessoa teria que se contentar apenas com partidos como o MDB (5ª), PSD (6ª) e Podemos (8ª), o que tornaria a disputa pelo tempo de televisão ainda mais crítica para sua campanha.
A batalha pelo PT: uma questão de sobrevivência eleitoral
A importância do tempo de TV e rádio para Cícero Lucena é, portanto, **extremamente crucial**. Essa dinâmica explica a intensa batalha pelo apoio do PT durante toda a pré-campanha, com Lucas e Cícero utilizando todos os recursos disponíveis para selar o acordo.
Embora os dados definitivos sobre a distribuição do tempo de mídia só possam ser calculados após as convenções e a formação das coligações, a briga pelos segundos preciosos já aponta quem largará na frente em termos de exposição. Em uma campanha que promete ser decidida na própria disputa eleitoral, a **aliança com o PT** se mostra um diferencial competitivo significativo.
Espera-se que, após o Carnaval, essa disputa pelo tempo de mídia se intensifique ainda mais, tornando a busca pelo apoio petista ainda mais relevante para as pretensões eleitorais na Paraíba.
Projeção de tempo de TV e rádio (por bloco de 12 minutos e 30 segundos):
PL: 2 minutos e 12 segundos
PT: 1 minuto e 35 segundos
União Brasil: 1 minuto e 21 segundos
PP: 1 minuto e 6 segundos
MDB: 1 minuto
PSD: 1 minuto
Republicanos: 56 segundos
Podemos: 30 segundos
PDT: 25 segundos
PSB: 24 segundos
PSDB: 21 segundos
PSOL: 21 segundos
PCdoB: 13 segundos
Avante: 13 segundos
Solidariedade: 13 segundos
PV: 12 segundos
Cidadania: 11 segundos
PRD: 11 segundos
Rede: 7 segundos



