MPPB Denuncia 32 Pessoas Envolvidas em Homicídios e Tráfico de Drogas em Patos, PB
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou uma denúncia formal contra 32 indivíduos suspeitos de integrarem uma complexa organização criminosa (Orcrim) em Patos, Sertão paraibano. A quadrilha é apontada como responsável por crimes graves, incluindo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e uma série de homicídios na região.
A investigação, que culminou na Operação Parabellum, detalhou como a organização agia para consolidar seu poder territorial através da violência e do controle do narcotráfico.
A denúncia, que tramita em segredo de justiça, é resultado de um inquérito minucioso conduzido pela Polícia Civil, com apoio de diversas unidades especializadas. Conforme informação divulgada, a ação policial buscou desarticular uma rede criminosa com forte atuação no Sertão paraibano.
Liderança e Origem da Organização Criminosa em Patos
Entre os 32 denunciados, destacam-se um homem e uma mulher identificados como os líderes da organização criminosa. Segundo as investigações, a Orcrim teria surgido em 2023, originada a partir de uma cisão da facção conhecida como “Nova Okaida”. Há também indicações de que a organização mantém conexões com o “Comando Vermelho”, ampliando seu alcance e poder.
A atuação dos líderes se dava tanto de dentro quanto de fora dos presídios, de onde supostamente emitiam ordens para a execução de rivais e para a continuidade do tráfico de drogas na área de atuação da facção.
Homicídios como Ferramenta de Controle Criminal
A Polícia Civil apurou que os homicídios cometidos pelos membros da organização não eram atos isolados, mas sim parte de uma estratégia de gestão criminal. Essas execuções eram utilizadas como forma de punir traições internas e eliminar concorrentes no domínio do tráfico de drogas.
Essa prática demonstra a brutalidade e a frieza com que a facção operava para manter o controle sobre o território e suas atividades ilícitas em Patos e arredores.
Pedido de Prisão Preventiva e Processo em Segredo de Justiça
O MPPB solicitou formalmente à 1ª Vara Mista de Patos que aceite a denúncia e inicie o processo legal contra os acusados. A promotoria pediu, ainda, a decretação e a manutenção da prisão preventiva de todos os denunciados.
A justificativa apresentada baseia-se em indícios suficientes de autoria e provas robustas da materialidade dos crimes. Além disso, argumenta-se que a prisão é necessária para proteger a ordem pública, garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal, dada a gravidade dos atos e a periculosidade dos suspeitos envolvidos com tráfico e homicídios.



