Adolescente é assassinado a tiros em consultório médico na PB; Polícia aponta retaliação entre facções como principal linha de investigação

Jovem executado em clínica na Região Metropolitana de João Pessoa pode ter sido vítima de guerra entre facções criminosas.

Um adolescente de 16 anos foi brutalmente assassinado a tiros dentro da Policlínica Benjamin Maranhão, em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, nesta quarta-feira (4). A Polícia Civil da Paraíba investiga a hipótese de que o crime tenha sido motivado por uma retaliação entre facções criminosas, uma vez que o jovem morava em uma área associada ao Comando Vermelho e foi morto em uma região próxima a um território dominado pela Okaida.

Segundo o delegado Douglas Garcia, responsável pela investigação, as publicações do adolescente nas redes sociais estão sendo analisadas por conterem supostas alusões a uma facção rival àquela apontada como responsável pelo homicídio. A informação é que os suspeitos teriam recebido detalhes sobre a presença do jovem na unidade de saúde, além de uma possível ordem para executá-lo.

O adolescente estava na policlínica para uma consulta psiquiátrica, pois realizava acompanhamento médico no local, segundo informações de familiares. Conforme apurado pela polícia, cerca de 15 minutos após a chegada da vítima, dois indivíduos invadiram a unidade pelos fundos e dirigiram-se diretamente ao consultório onde o jovem estava sendo atendido, efetuando os disparos. Após o ato, os criminosos fugiram em direção a uma área de mata próxima. Até o momento, nenhum suspeito foi detido.

Guerra entre facções pode ter sido o motivo do assassinato

O delegado Douglas Garcia explicou que “Tudo indica que a motivação está ligada à guerra entre facções”. Ele detalhou que o jovem residia no bairro Mutirão, área associada ao domínio do Comando Vermelho, e o crime ocorreu em uma região vizinha a um território controlado pela facção Okaida. Essa dinâmica territorial é um dos pontos centrais da investigação.

As investigações preliminares apontam que os executores receberam informações precisas sobre a localização do adolescente na unidade de saúde. A polícia trabalha com a possibilidade de que uma ordem superior tenha sido dada para que o crime fosse realizado naquele local e momento específicos, o que agrava a crueldade do ato.

Segurança falha no momento do ataque

O secretário de Segurança de Bayeux, Nicolas Bernardo, informou que, embora uma viatura da Guarda Municipal costume ficar estacionada no local, no momento do crime os agentes haviam sido deslocados para atender a uma ocorrência em outro ponto da cidade, o mercado municipal. Essa ausência momentânea pode ter facilitado a ação dos criminosos.

A Secretaria de Saúde de Bayeux emitiu uma nota lamentando o ocorrido e informando que o atendimento na Policlínica Benjamin Maranhão foi temporariamente suspenso. A Polícia Civil continua empenhada em realizar diligências para identificar e prender os responsáveis pelo lamentável homicídio.

Redes sociais como pista para a investigação

O fato de o adolescente, apesar de não integrar formalmente uma facção, ter feito publicações nas redes sociais com supostas alusões a grupos rivais é um indicativo importante para a polícia. A análise dessas postagens é crucial para entender a motivação e os vínculos que podem ter levado à sua morte. A investigação segue em andamento, buscando desvendar todas as pontas soltas deste caso trágico.

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