Carteira de Crédito da Caixa Alcança R$ 1,5 Trilhão: Presidente Revela Metas Ambiciosas e Movimentações no Mercado Financeiro

Caixa Econômica Federal mira R$ 1,5 trilhão em carteira de crédito e avalia oportunidades no mercado financeiro

A Caixa Econômica Federal está prestes a atingir um marco impressionante em sua carteira de crédito, com projeções indicando que o valor chegará a R$ 1,5 trilhão ainda no primeiro semestre deste ano. A estimativa foi divulgada pelo presidente do banco, Carlos Vieira, em entrevista coletiva em São Paulo.

Este crescimento representa um avanço substancial para a instituição, que já registrou um saldo de R$ 1,38 trilhão no ano anterior, um aumento de 11,5% em relação a 2024. Os setores de financiamento imobiliário, crédito para pessoas jurídicas e crédito para pessoas físicas foram os principais impulsionadores desse desempenho.

A expectativa para este ano é de uma expansão entre 9% e 13% na carteira de crédito. Além disso, o banco registrou um lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões em 2025, superando em 10,4% o resultado do ano anterior. Conforme informação divulgada pelo próprio presidente da Caixa, Carlos Vieira.

Caixa avalia aquisição de ativos do BRB e cenário do FGC

Durante a entrevista, Carlos Vieira também comentou sobre a possibilidade de a Caixa adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB). Ele afirmou que a instituição, como qualquer banco de mercado, analisa oportunidades que possam ser de seu interesse. A discussão surge em um momento em que o BRB passa por um processo de capitalização aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal para cobrir prejuízos recentes.

O presidente da Caixa também abordou a recomposição de caixa do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) após a liquidação do Banco Master. Segundo o vice-presidente financeiro da Caixa, Marcos Brasiliano, a instituição não prevê impactos em seu balanço decorrentes dessa operação, especialmente com a permissão de acesso a compulsórios.

Inadimplência no agronegócio e estratégias da Caixa

Outro ponto destacado foi a questão da inadimplência no setor do agronegócio, que atingiu 14,09% no último trimestre de 2025. O vice-presidente financeiro, Marcos Brasiliano, reconheceu o desafio, mas ressaltou que o governo já implementou medidas, como uma linha de crédito de R$ 12 bilhões, para auxiliar produtores rurais na quitação de dívidas.

Henriete Sartori, vice-presidente de risco, informou que a estratégia da Caixa é manter a carteira do agro próxima do patamar atual de R$ 62,9 bilhões. A executiva demonstrou otimismo quanto a uma futura estabilização da inadimplência no setor, esperando que o primeiro trimestre de 2026 já apresente um cenário mais estável, influenciado também pelas safras.

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