
Mulheres Paraibanas Rompendo Barreiras no Esporte: Uma Nova Era de Representatividade
Seja apitando jogos decisivos, comandando times à beira do campo ou conquistando medalhas nas pistas de atletismo, as mulheres paraibanas estão redefinindo o panorama esportivo. Em um universo historicamente dominado por homens, essas profissionais provam seu valor e conquistam espaços cada vez mais relevantes.
No Dia Internacional da Mulher, celebramos as trajetórias de mulheres que, com dedicação e talento, constroem seus caminhos no esporte, inspirando novas gerações e mostrando que a paixão e a competência não têm gênero.
Conforme informações divulgadas, essas histórias revelam a força e a determinação feminina em diversas modalidades e funções, consolidando uma presença que é vital para o crescimento e a diversidade do esporte na Paraíba e no Brasil.
Ruthyanna Camila: A Voz Firme no Apito do Futebol Paraibano
Em Patos, Ruthyanna Camila é a única mulher no quadro de arbitragem da Federação Paraibana de Futebol (FPF). Sua jornada no apito começou de forma inusitada na adolescência, quando precisou suprir a falta de um árbitro em um campeonato de base. O que era um ato de colaboração se tornou uma paixão e uma profissão.
Após o curso de arbitragem em 2015, Ruthyanna ascendeu rapidamente, atuando em jogos importantes e demonstrando sua capacidade. Ela reconhece os desafios de atuar em um ambiente predominantemente masculino, onde críticas por ser mulher já fizeram parte de sua trajetória. “A profissão da arbitragem tem desses momentos de questionamentos e críticas, mas foi a profissão que eu escolhi e estou capacitada para lidar com essas situações”, afirma.
A árbitra ressalta a importância da representatividade e a necessidade de mais mulheres corajosas e dedicadas para dar continuidade a esse trabalho. “Apenas estou no quadro hoje, e para que o trabalho tenha continuidade é necessário que venham outras com a mesma dedicação e coragem”, concluiu.
Gleide Costa: Liderança e Visão Estratégica no Comando Técnico
Vinda de Uiraúna, Gleide Costa é um nome de peso no futebol feminino paraibano. Como treinadora, coleciona seis títulos do Campeonato Paraibano Feminino comandando o Botafogo-PB e atualmente dirige a União Desportiva Alagoana. Sua carreira, iniciada em 2009, evidencia as diferenças de percepção entre homens e mulheres no futebol.
Gleide relata que, no início de sua carreira, contestações de mulheres eram vistas como afronta por árbitros homens, enquanto as mesmas demandas de treinadores homens eram mais facilmente aceitas. Apesar dos avanços, ela acredita que ainda há muito espaço a ser conquistado por mulheres no futebol.
“Recentemente participei de um curso de treinadores da Confederação Brasileira de Futebol e era a única mulher entre treinadores e professores. Isso mostra que as mulheres ainda têm muito campo para desbravar e precisam ocupar esse espaço que historicamente sempre foi masculino”, comentou.
Andressa Morais: A Força Paraibana nas Pistas Olímpicas de Atletismo
A paraibana Andressa Morais é um dos maiores talentos do atletismo brasileiro, com destaque para o lançamento de disco. Natural de João Pessoa, a atleta já representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos, acumulando vitórias expressivas em competições nacionais e internacionais.
O contato de Andressa com o atletismo começou cedo, aos 11 anos, influenciada pela mãe, que também praticava lançamento de disco e peso. Ela rapidamente se destacou, tornando-se a atual recordista sul-americana na modalidade.
Apesar do crescimento do esporte feminino, Andressa aponta a necessidade de maior visibilidade para algumas modalidades. “Nós, mulheres, estamos ganhando muito espaço no esporte, e isso é muito importante. Agora o atletismo, principalmente o lançamento de disco, precisa ser uma prova mais conhecida, mais divulgada para que as mulheres tenham interesse de praticar a modalidade”, declarou.
As trajetórias de Ruthyanna, Gleide e Andressa são exemplos poderosos de como as mulheres paraibanas estão não apenas participando, mas liderando e inovando no esporte, desmistificando a ideia de que certas áreas são exclusivas aos homens e abrindo portas para o futuro.



