Homem que atirou em garçom após confusão em bar na Zona Sul de João Pessoa vira réu

Acusado de matar garçom em bar na Zona Sul de João Pessoa vira réu após aceitação de denúncia por homicídio

O caso da morte do garçom Afonso Henrique, de 29 anos, assassinado em um bar no bairro do Geisel, em João Pessoa, segue para a Justiça. O homem apontado como autor dos disparos que vitimaram Afonso foi **denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu no processo**.

O crime ocorreu na noite de 14 de outubro do ano passado. Segundo as investigações, Afonso estava no estabelecimento com sua companheira quando se desentendeu com outro homem, identificado como Jadson. A motivação do desentendimento teria sido ciúmes.

Após a briga inicial, Afonso teria saído do bar e retornado minutos depois, portando uma arma e efetuando disparos contra Jadson, que foi atingido. Nesse momento, uma terceira pessoa presente no local interveio.

Conforme depoimento prestado à Polícia Civil, essa terceira pessoa alegou ter visto Afonso atirando contra Jadson. Durante a ação, uma segunda arma teria caído próxima a quem interveio. Ao perceber que Afonso tentava continuar os disparos, o homem pegou o revólver do chão e atirou contra Afonso, efetuando dois ou três disparos.

Afonso Henrique foi socorrido, mas **não resistiu aos ferimentos e faleceu**. O autor dos disparos afirmou em seu depoimento que não conhecia nenhuma das partes envolvidas e que agiu para interromper a agressão. Ele relatou ter deixado o local correndo e descartado a arma em uma praça.

Inicialmente, o homem foi indiciado apenas por porte ilegal de arma de fogo, o que gerou questionamentos sobre o enquadramento jurídico do caso. O Ministério Público da Paraíba, ao analisar o inquérito, entendeu que a conduta configurava homicídio e apresentou a denúncia, que foi aceita pela Justiça.

A audiência do caso está marcada para o dia 9 de julho. Enquanto isso, o pai de Afonso Henrique tem cobrado esclarecimentos sobre a dinâmica dos fatos, apontando **lacunas e contradições no depoimento** apresentado pelo homem que efetuou os disparos.

A família levanta dúvidas sobre a origem das armas citadas e as circunstâncias que levaram à intervenção do terceiro indivíduo na briga. O processo tramita em segredo de Justiça, e novas etapas da investigação e do julgamento são aguardadas nos próximos meses.

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