Petrobras injeta R$ 277,6 bilhões nos cofres públicos em 2025, consolidando-se como maior pagadora de tributos do país.
A Petrobras divulgou um volume impressionante de recolhimento fiscal em 2025, totalizando R$ 277,6 bilhões em tributos e participações governamentais. Este montante representa uma média diária de R$ 1,1 bilhão, reafirmando a posição da empresa como a principal contribuinte para a arrecadação nacional, respondendo por cerca de 7% do total.
O valor deste ano superou em quase 3% o registrado em 2024, quando a companhia recolheu R$ 270,3 bilhões. É importante notar que esses números não consideram a inflação do período, que fechou em 4,26% segundo o IPCA. Apesar do aumento em relação ao ano anterior, a contribuição de 2025 ficou ligeiramente abaixo do pico de R$ 279 bilhões alcançado em 2022.
Esses expressivos recursos são destinados a diversos níveis de governo, incluindo a União, os estados e os municípios. As participações governamentais, por sua vez, englobam principalmente os royalties provenientes da exploração de petróleo e gás, além de participações especiais (PE) de campos de alta produção. Conforme informações divulgadas pela própria Petrobras, R$ 68,6 bilhões do total recolhido em 2025 foram referentes a essas participações, sendo R$ 39,7 bilhões em royalties e R$ 21,5 bilhões em PE.
União e Estados: Os Maiores Beneficiados pela Arrecadação da Petrobras
A União figura como a principal beneficiária, recebendo R$ 161,9 bilhões, o que corresponde a 6% de toda a arrecadação federal. Essa quantia é majoritariamente composta por impostos sobre o lucro, como IRPJ e CSLL, e sobre o faturamento, como PIS e Cofins. As participações governamentais, repassadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), também compõem uma fatia significativa, com a Petrobras sendo responsável por 65% do que a agência reguladora recebeu em 2025.
Os estados também recebem uma parcela considerável, totalizando R$ 113,8 bilhões apenas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Este valor representa 14% da arrecadação total das 27 unidades federativas. Ao somar as participações governamentais, o montante destinado aos estados chega a R$ 132,9 bilhões. O Rio de Janeiro lidera o ranking de estados que mais receberam contribuições, com R$ 26 bilhões, seguido por São Paulo (R$ 24,4 bilhões) e Minas Gerais (R$ 15,3 bilhões).
Municípios e a Contribuição para o Desenvolvimento Local
A Petrobras também desempenha um papel fundamental na arrecadação de 271 municípios em 22 estados, contribuindo com R$ 1,9 bilhão em 2025, predominantemente através do Imposto sobre Serviços (ISS) e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Os dez municípios mais beneficiados concentraram 67% desse total. Macaé (RJ) se destaca como o município que mais recebeu, com R$ 395,9 milhões, seguido por Cubatão (SP) com R$ 141,7 milhões e Caraguatatuba (SP) com R$ 125,1 milhões.
Responsabilidade Tributária e Presença Internacional
A companhia ressalta que o valor total repassado inclui tributos retidos de terceiros, devido ao seu papel legal de recolhimento em toda a cadeia produtiva, atuando como responsável ou substituta tributária. Essa técnica visa simplificar a arrecadação e a fiscalização. Além das contribuições no Brasil, a Petrobras recolheu US$ 448,65 milhões (equivalente a R$ 2,3 bilhões) em tributos no exterior, com destaque para Holanda (US$ 264,69 milhões), Estados Unidos (US$ 69,26 milhões) e Colômbia (US$ 68,12 milhões).
O relatório fiscal da Petrobras também detalha a presença da empresa em 477 filiais, distribuídas em 22 estados e 128 municípios. No ano passado, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 110 bilhões e distribuiu R$ 45,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, com a maior parte destinada ao governo, seu principal acionista.


