
Polícia Civil desarticula esquema de falsas intimações criadas por jovem para intimidar desafeto de jogo online. Suspeito imitava e-mail oficial e usava nome de desembargador.
A Polícia Civil da Paraíba realizou uma operação nesta sexta-feira (13) para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um jovem. Ele é investigado por enviar e-mails com intimações falsas, utilizando indevidamente o nome e a assinatura de um desembargador.
A ação policial ocorreu no bairro Cruz das Armas, em João Pessoa, e faz parte da Operação Falso Estagiário, conduzida pela Delegacia de Crimes Cibernéticos. O objetivo era apreender os materiais utilizados na prática do crime e avançar na investigação.
Conforme apurado pela polícia, o suspeito criou um endereço eletrônico falso que se passava pelo e-mail institucional da própria Delegacia de Crimes Cibernéticos. A partir daí, ele elaborou uma suposta intimação com a assinatura falsificada de um desembargador, enviando-a com o intuito de intimidar uma pessoa específica. A investigação foi divulgada pela Polícia Civil.
Motivação inusitada: Desentendimento em jogo online leva à criação de falsa intimação
O delegado João Ricardo explicou que a motivação por trás da **falsa intimação** surgiu de um desentendimento entre o jovem investigado e a vítima durante um jogo online. Após a discussão virtual, o suspeito decidiu criar a intimação falsa para assustar o outro jogador, provocando medo e constrangimento.
O método utilizado pelo investigado consistia em enviar mensagens informando que a pessoa deveria comparecer em determinada data e horário a uma delegacia de polícia. O objetivo era claramente gerar pânico e abalar psicologicamente a vítima, explorando o medo de uma ação judicial.
Operação policial apreende celular e computador usados no golpe
Durante a ação, a Polícia Civil cumpriu o mandado de busca na residência do suspeito. Foram apreendidos um **celular e um computador**, que teriam sido usados no envio das mensagens fraudulentas. Os investigadores precisaram aguardar a liberação de um sistema de segurança instalado no computador para conseguir retirá-lo do local.
O jovem **não prestou depoimento** sobre o caso durante a ação policial. Os equipamentos apreendidos passarão por perícia técnica detalhada, que visa reforçar as evidências da investigação e comprovar a autoria dos crimes cibernéticos.
Investigado pode responder por falsificação de documento público e crime cibernético
A Polícia Civil informou que o investigado poderá responder por **falsificação de documento público**, um crime grave previsto em lei. Além disso, ele também poderá ser acusado por se passar por órgão público e autoridade judicial, o que agrava a situação.
O inquérito policial segue em andamento na Delegacia de Crimes Cibernéticos, que continuará reunindo provas e depoimentos para concluir o caso. A polícia reforça a importância de denunciar qualquer atividade suspeita ou tentativa de golpe envolvendo órgãos públicos ou autoridades.



