Polêmica nas Redes Sociais Envolve a Música ‘É Proibido Cochilar’ e Gera Tensão Entre Artistas e Herdeiros
Uma publicação feita nas redes sociais do grupo Os 3 do Nordeste causou grande repercussão nesta terça-feira (17). A polêmica gira em torno da música ‘É Proibido Cochilar’, com um recorte que enfatiza a sílaba ‘CU’, gerando descontentamento.
O perfil oficial dos compositores Antônio Barros e Cecéu, administrado pela filha do casal, Maíra Barros, reagiu prontamente. A família solicitou a retirada e a correção da postagem, alegando que a forma como foi apresentada pode ensejar uma conotação pornográfica.
Sob a ameaça de acionar a Justiça, caso a solicitação não seja atendida, a família busca garantir o respeito à obra e à memória do compositor Antônio Barros, que já faleceu. A situação dividiu opiniões entre os internautas, que acompanham o desenrolar da polêmica.
A Família Cobra Respeito e Pede Retirada da Publicação
Em uma publicação direta no Instagram, o perfil que representa os compositores fez um apelo claro: “Queridos Os 3 do Nordeste, retirem esse ‘CU’ de ‘É Proibido Cochilar’, pois o título não é esse e enseja conotação pornográfica. Respeitem um autor post mortem, o Antonio Barros. Tenho certeza que Parafuso não concordaria com isso!”.
A mensagem prossegue com uma exigência mais incisiva: “Retirem esse ‘CU’ do título da obra sob pena de ação por danos morais em desrespeito ao autor post mortem #AntonioBarros”, afirmando o posicionamento da família diante do que consideram uma afronta.
Defesa da Publicação e Ironia do Autor da Arte
Horas após a cobrança, o responsável pela arte da publicação, Lucyen Costa, comentou a postagem. Ele explicou que a divulgação segue uma tendência comum nas redes sociais e que não houve intenção de desrespeitar a obra ou a memória do compositor Antônio Barros.
“Olá, Ceceu! Tudo bem? Me chamo Lucyen, sou o autor da publicação, originador da ideia seguindo uma referência de trend na internet. A sonoridade de cochilar no sotaque nordestino sempre é ‘cuchilar’, e a palavra está completa no post, basta apenas arrastar pro lado pra ver”, justificou Lucyen.
O autor da arte ainda respondeu com ironia à possibilidade de medidas judiciais: “Caso queira acionar judicialmente, fique à vontade. Pode até me colocar como parte na ação, me denunciando pela autoria desse grandioso e inconcebível desrespeito à memória do saudoso Antônio Barros. Só lhe garanto que é uma dor de cabeça à toa, um mero aborrecimento causado por um mal entendido por parte de quem não entende as brincadeiras de redes sociais”.
Ele acrescentou, ainda em tom de ironia: “O mimimi é tão grande que o post usa a versão de Elba Ramalho, em que a sonoridade da palavra no sotaque dela também fica ‘CUCHILÁ’. Maíra, com todo respeito à herança e a seu resguardo pela memória do seu pai, não é com polêmica besta que você vai ter notoriedade. Abraço”.
Opiniões Divididas nas Redes Sociais
Nos comentários da publicação, usuários demonstraram opiniões divergentes sobre o caso. Enquanto alguns consideraram a situação um “mimimi” excessivo, outros concordaram com o pedido da família de Antônio Barros e Cecéu, classificando a postagem do grupo Os 3 do Nordeste como uma “falta de respeito”.
A polêmica levanta discussões sobre os limites da criatividade nas redes sociais e a importância de manter o respeito pela obra e pela memória de artistas que marcaram a cultura brasileira, especialmente quando se trata de compositores renomados como Antônio Barros.

