Mulher pensando enquanto segura uma sacola de compras com itens da cesta básica.

Cesta básica em João Pessoa exige menos trabalho que em 20 outras capitais brasileiras, revela estudo inédito

Trabalhador em João Pessoa precisa de 83h58min para comprar cesta básica em fevereiro. Comparativo nacional revela posicionamento da capital paraibana. Entenda os detalhes.

Trabalhador pessoense dedica menos tempo à compra da cesta básica em fevereiro; capital fica em 21º no ranking nacional

Em fevereiro, o custo da cesta básica em João Pessoa exigiu uma dedicação de trabalho de 83 horas e 58 minutos para o trabalhador que recebe salário mínimo. Este tempo posiciona a capital paraibana como a sétima capital brasileira onde o esforço para adquirir os alimentos essenciais é menor. O levantamento é fruto de uma parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O estudo leva em conta o salário mínimo vigente para calcular as horas necessárias para a compra dos itens que compõem a cesta básica. Na análise de fevereiro, além do tempo de trabalho, o relatório aponta que o trabalhador pessoense precisou comprometer 41,26% de sua renda líquida para a aquisição dos produtos básicos.

A pesquisa comparativa destaca São Paulo como a capital onde o esforço para comprar a cesta básica é maior, com a necessidade de 115 horas e 45 minutos de trabalho. Em contrapartida, Aracaju se destaca como a capital com o menor tempo de dedicação, com 76 horas e 23 minutos.

Análise do custo da cesta básica revela variações e aumentos em fevereiro

O valor da cesta básica em João Pessoa alcançou R$ 618,73 em fevereiro. Neste período, a capital paraibana apresentou a segunda maior elevação no preço dos itens entre as capitais brasileiras quando comparados os meses de janeiro e fevereiro de 2026. Os produtos que mais pressionaram o custo foram o tomate, com alta de 13,86%, seguido pelo feijão carioca, que subiu 9,21%.

A lista de aumentos também inclui a carne bovina de primeira (+2,26%) e o pão francês (+1,35%). Em menor grau, a farinha de mandioca registrou elevação de 0,60%.

Por outro lado, alguns itens apresentaram queda em seus preços médios. O açúcar cristal liderou essa lista com recuo de 4,26%, acompanhado pela banana (-4,10%) e arroz agulhinha (-2,39%). Leite integral (-2,17%) e café em pó (-1,99%) também tiveram seus valores reduzidos, assim como óleo de soja (-1,26%) e manteiga (-1,11%).

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