Arquidiocese da Paraíba afasta padre investigado por assédio sexual e direção perigosa
A Arquidiocese da Paraíba anunciou, nesta terça-feira (31), o afastamento do padre Jaildo da Nóbrega Souto de suas atividades ministeriais. A decisão, segundo a Arquidiocese, visa garantir a prudência, a responsabilidade pastoral e o bem comum da Igreja, após o recebimento de uma denúncia de assédio sexual contra o religioso na capital, João Pessoa.
O comunicado oficial da Arquidiocese enfatiza que a medida, ad cautelam, é uma precaução diante dos fatos que envolvem o padre Jaildo. A instituição reafirma seu compromisso com a verdade, a justiça e a transparência, colocando-se à disposição para colaborar com as autoridades competentes em qualquer investigação.
Conforme apurado pelo Portal MaisPB, o padre Jaildo foi detido pela Polícia Militar na mesma terça-feira por **direção perigosa**. Ele foi levado à Cidade da Polícia, na capital paraibana, e posteriormente, uma denúncia de assédio sexual foi registrada contra o sacerdote.
Reviravolta na denúncia de assédio
No entanto, a situação tomou um rumo inesperado na delegacia. Ao ser levado para a 9ª Delegacia Distrital de João Pessoa, a suposta vítima retirou o Boletim de Ocorrência, declarando que **não houve crime de assédio sexual**. Segundo a pessoa que fez a denúncia, o ocorrido foi apenas uma “briga de casal”.
Com a retirada da queixa formal, o padre Jaildo não responde criminalmente pelos atos de assédio. Contudo, a Arquidiocese da Paraíba manteve seu afastamento do sacerdócio e segue com uma **investigação interna** para apurar todos os fatos relacionados ao caso.
Direção perigosa e o afastamento pastoral
A detenção por direção perigosa foi o evento inicial que levou à tona as outras questões. O incidente de trânsito culminou na condução do padre à delegacia, onde a denúncia de assédio sexual foi apresentada e, posteriormente, retratada pela denunciante. A Arquidiocese, agindo com cautela, optou pelo afastamento preventivo do padre.
A decisão de afastar o padre Jaildo da Nóbrega Souto reflete a política da Igreja em lidar com denúncias que possam abalar a confiança da comunidade e a integridade do ministério sacerdotal. A Arquidiocese da Paraíba aguarda o desenrolar da investigação interna para tomar as providências cabíveis.
