Professores e Funcionários da Educação Pública do Rio de Janeiro Paralisam Atividades em Protesto Por Reajuste Salarial e Melhores Condições de Trabalho

Profissionais da educação pública do Rio de Janeiro entram em paralisação nesta quinta-feira (9), exigindo reajuste salarial e melhores condições de trabalho. A mobilização abrange servidores das redes municipal e estadual, que buscam a recomposição de perdas acumuladas nos últimos anos e o cumprimento de direitos.

A paralisação de 24 horas, marcada para esta quinta-feira (9), visa chamar a atenção para as reivindicações dos profissionais da educação pública do Rio de Janeiro. Servidores municipais e estaduais se unem em um protesto que busca pressionar o poder público por respostas concretas às suas demandas salariais e trabalhistas.

As principais queixas giram em torno da defasagem salarial e da necessidade urgente de reajustes que compensem as perdas acumuladas ao longo dos anos. O movimento sindical destaca a importância de valorizar a categoria, que tem enfrentado dificuldades financeiras significativas, impactando diretamente o cotidiano dos educadores e a qualidade do ensino oferecido.

A categoria aponta que seria necessário um reajuste de 24,07% para recompor as perdas salariais desde 2019, conforme estudo do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe) em parceria com o Dieese. Conforme informação divulgada pelo Sepe, além do reajuste, outras pautas importantes estão em jogo, como o fim da minutagem, o pagamento do Acordo de Resultados de 2024 e o cumprimento do piso nacional para Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs).

Rede Municipal Organiza Assembleia e Ato Público na Cinelândia

Profissionais da rede municipal da capital carioca se reunirão em assembleia nesta quinta-feira, a partir das 14h, na Cinelândia. O encontro será seguido por um ato público, onde as reivindicações serão apresentadas de forma contundente. A pauta municipal inclui, além do reajuste salarial, o pagamento integral do 14º salário referente ao Acordo de Resultados de 2024 e o cumprimento da lei do piso nacional para as Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs).

Outras demandas importantes para a rede municipal englobam o descongelamento do tempo de serviço durante o período da pandemia, o reajuste do vale refeição e o fim da prioridade concedida a profissionais terceirizados em processos de remoção dentro da rede. Essas questões refletem o anseio por condições de trabalho mais justas e equitativas para todos os servidores da educação.

Servidores da Rede Estadual Realizam Assembleia e Protesto em Frente à Alerj

Já os profissionais da rede estadual marcaram sua assembleia para as 10h, no Clube de Engenharia, localizado na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro. Após a reunião, está previsto um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde as demandas da categoria serão levadas aos parlamentares. O cálculo do Sepe-Dieese aponta para a necessidade de um reajuste de cerca de 56% sobre os salários de janeiro de 2026 para a rede estadual.

A categoria estadual cobra, ainda, o cumprimento do acordo de recomposição salarial firmado entre a Alerj e o governo Castro no final de 2021, que previa um percentual de 26,5% para cobrir as perdas entre 2017 e 2021, dividido em três parcelas. Apenas a primeira parcela deste acordo foi paga até o momento, e os profissionais exigem a implementação completa, além da aplicação efetiva do Piso Nacional do Magistério.

Impacto da Paralisação e Perspectivas para o Futuro

A paralisação de 24 horas desta quinta-feira (9) demonstra a força e a unidade dos profissionais da educação pública do Rio de Janeiro. A expectativa é que a mobilização gere o diálogo necessário com os órgãos competentes e resulte em avanços concretos para a categoria.

As reivindicações apresentadas, como o reajuste salarial e o cumprimento de acordos, são fundamentais para garantir a valorização dos educadores e, consequentemente, a melhoria da qualidade do ensino oferecido aos estudantes da rede pública. A comunidade escolar acompanha os desdobramentos desta importante mobilização.

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