Viaduto do Renascer: Ministro inaugura obra inacabada e promete conclusão em 2027, 10 anos após início da BR-230

Ministro dos Transportes inaugura trecho de viaduto em obras e renova promessas para a BR-230

O cenário era de inauguração, mas a realidade da obra da triplicação da BR-230, um dos principais corredores viários da região metropolitana de João Pessoa, segue longe do ideal. O novo ministro dos Transportes, George Santoro, esteve na capital paraibana para um evento que marcou a abertura de um trecho ainda inacabado do viaduto do Renascer.

A cerimônia, que contou com a presença de aliados do governo federal, serviu de palco para novas promessas de conclusão e entrega de outras etapas da obra. No entanto, a lentidão que marca a construção desde 2017 levanta questionamentos sobre a efetividade dos novos prazos anunciados.

A triplicação da BR-230, iniciada em 2017 sob a autorização do então presidente Michel Temer, tornou-se um símbolo de **ineficiência e descaso** com o dinheiro público. A obra já passou por três governos federais, sem que um cronograma realista fosse cumprido, gerando transtornos constantes para os usuários.

Um longo caminho de atrasos e promessas não cumpridas

Desde 2017, quando o projeto de triplicação da BR-230 foi autorizado, a obra tem sido uma verdadeira saga. O que deveria ser uma melhoria significativa para a mobilidade entre João Pessoa e Cabedelo se transformou em um **calendário de imprevistos e atrasos intermináveis**.

O ministro George Santoro, durante sua visita, inaugurou um trecho do viaduto do Renascer, que ainda apresenta serviços pendentes. A ação, para muitos, soou mais como um ato político do que uma entrega concreta para a população.

Novas promessas, mesma esperança incerta

Apesar do cenário de obra inacabada, o ministro Santoro demonstrou otimismo, prometendo a entrega do segundo viaduto nas imediações até agosto deste ano. Mais audaciosa ainda foi a previsão para a **conclusão final da obra**, estimada para 2027.

Essa nova data representa uma década inteira desde o início dos trabalhos, um período considerável para a execução de um projeto de infraestrutura. As promessas, que parecem se multiplicar a cada nova visita, geram apreensão sobre a real capacidade de cumprimento.

A marca do serviço público brasileiro

A morosidade na conclusão da triplicação da BR-230 não é exclusividade de um governo específico. A obra se arrasta desde a gestão de Michel Temer, passando por Jair Bolsonaro, e agora sob o governo de Lula. Isso evidencia um problema estrutural no **serviço público brasileiro**.

O modelo atual é frequentemente criticado por ser caro, perdulário, moroso e ineficiente. Essa combinação de fatores contribui para que projetos de infraestrutura essenciais se tornem verdadeiras odisseias, frustrando a expectativa da população.

Benevolência ou resignação da população?

Um ponto recorrente em obras com andamento lento é a reação da população. Em muitos casos, a **benevolência dos governados parece ser proporcional, ou até superior, à incompetência dos governos**.

Essa característica transcende espectros ideológicos e se manifesta na aceitação de novos prazos e promessas, mesmo diante de um histórico de frustrações. As promessas de conclusão da BR-230 foram, de fato, triplicadas com a visita do ministro. Resta saber se a paciência dos paraibanos também acompanhará essa multiplicação.

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