Rejeição a Lula permanece acima de 50% e cresce 2 pontos desde outubro, levantamento mostra impacto na corrida para 2026

Uma pesquisa recente confirma que a rejeição a Lula permanece elevada, acima da marca de 50% do eleitorado. Segundo o levantamento, 53% dos brasileiros afirmam que não votariam em Lula. O dado foi divulgado pela Genial/Quaest e coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em posição de alta impopularidade relativa, atrás apenas de membros da família Bolsonaro e do ex-governador Ciro Gomes.

Números por candidato e comparação temporal

O estudo aponta diferenças claras entre nomes testados. Jair Bolsonaro aparece com 60% de rejeição, Michelle Bolsonaro com 61% e Eduardo Bolsonaro com 67%. O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, registra 58% de rejeição. Em relação ao desempenho de Lula ao longo do ano, em comparação com outubro, a rejeição ao petista oscilou dois pontos para cima, passando de 51% para 53%, e em maio, o índice havia atingido 57%. Esses números mostram variação, mas mantêm Lula em um patamar de rejeição elevado.

Impacto na corrida de 2026 e intenção de voto

Lula anunciou no mês passado que pretende disputar a reeleição em 2026. Apesar da alta rejeição, a pesquisa aponta que Lula ainda venceria a maioria dos adversários em cenários de segundo turno, embora a diferença tenha diminuído em relação à pesquisa anterior. Isso indica que, mesmo com uma taxa de rejeição superior a 50%, o presidente mantém capacidade de competição em confrontos diretos, mas com margens menores do que em levantamentos anteriores.

Conhecimento dos nomes e metodologia

A pesquisa também avaliou o grau de conhecimento do eleitorado sobre os nomes testados. Conforme o levantamento, Jair Bolsonaro continua sendo o mais conhecido, seguido de Michelle Bolsonaro (11% de desconhecimento), Eduardo Bolsonaro (12%) e Ciro Gomes (16%). Essa medição de reconhecimento é importante para interpretar a rejeição, porque candidatos menos conhecidos tendem a registrar índices de avaliação menos consolidados.

Sobre a metodologia, a pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 6 e 9 de novembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O tamanho e a técnica de amostragem dão robustez aos números, mas oscilações pontuais devem ser entendidas dentro da margem de erro citada.

Leitura política e próximos passos

A confirmação de que a rejeição a Lula supera 50% reforça desafios para a construção de imagem e de agenda política que aproximem eleitores indecisos ou insatisfeitos. Ao mesmo tempo, a capacidade de vencer a maioria dos adversários em cenários de segundo turno indica que rejeição e viabilidade eleitoral podem coexistir, especialmente em um cenário polarizado.

Para os estrategistas de campanha, os dados apontam para a necessidade de reduzir as taxas de rejeição, ampliar o reconhecimento positivo entre eleitores mais críticos e monitorar como a intenção de voto evolui à medida que a disputa por 2026 se aproxima. A atenção será também sobre como outros nomes da política, com altos índices de desaprovação, podem influenciar a dinâmica dos blocos eleitorais nos próximos meses.

Em síntese, a pesquisa coloca a rejeição a Lula no centro do debate eleitoral, com 53% dos entrevistados dizendo que não votariam no presidente, e evidencia um cenário competitivo, mesmo com índices de desaprovação altos.

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