paraíba estadualiza delegacias de repressão a entorpecentes, reúne 100 profissionais

Paraíba estadualiza Delegacias de Repressão a Entorpecentes, reúne 100 profissionais

Polícia Civil da Paraíba integra DREs sob coordenação da Draco para fortalecer combate ao tráfico

A Polícia Civil da Paraíba implementou, nesta semana, uma reestruturação no modelo de atuação das Delegacias de Repressão a Entorpecentes, conhecidas como DREs. Até então vinculadas a Superintendências Regionais e Delegacias Seccionais de forma individual, as unidades passam a funcionar como núcleos integrados, sob a coordenação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, a Draco.

O que muda na estrutura

Com a nova configuração, as Delegacias de Repressão a Entorpecentes deixam de atuar isoladamente e passam a compartilhar informações, equipes e estratégias de investigação em todo o estado. A proposta é estadualizar o combate ao tráfico de drogas, aproximando métodos e operações entre as unidades especializadas.

A integração prevê atuação conjunta das DREs em casos que ultrapassem o âmbito local, possibilitando operações mais robustas, troca de inteligência e otimização de recursos humanos e técnicos, com a coordenação centralizada pela Draco.

Objetivos e alcance da mudança

A mudança tem como objetivo principal fortalecer a resposta da Polícia Civil da Paraíba contra o crime organizado, especialmente no enfrentamento ao tráfico de drogas, que é apontado como uma das principais atividades dessas organizações na região. Ao integrar as DREs, a corporação espera ampliar a capilaridade das investigações, reduzir a fragmentação de inteligência e acelerar a atuação em operações estaduais.

Segundo a direção da corporação, a reestruturação também alinha métodos de investigação e reforça a política de integração entre unidades especializadas, o que deve aumentar a capacidade de resposta e a efetividade das ações policiais em todo o território paraibano.

Recursos humanos e coordenação

Sobre a mobilização de equipes, o delegado-geral da Polícia Civil, André Rabelo, destacou a dimensão do ajuste institucional e os ganhos esperados. “Estamos unificando esforços e criando uma frente estadualizada de repressão ao tráfico de drogas. Serão cerca de 100 profissionais atuando de forma integrada, sob a coordenação do delegado titular da Draco. Essa mudança traz mais robustez e eficiência ao enfrentamento às organizações criminosas que se dedicam ao comércio ilícito de entorpecentes”, destacou.

O uso conjunto de pessoal e inteligência pretende permitir respostas mais rápidas a rotas de tráfico e grupos que atuam em diferentes municípios, além de facilitar operações coordenadas entre áreas que antes tinham pouca comunicação direta.

Impacto na segurança pública

Para a Polícia Civil da Paraíba, a estadualização das Delegacias de Repressão a Entorpecentes deve ampliar a eficácia das investigações e das ações repressivas, contribuindo para a segurança e a tranquilidade da população. A expectativa é que operações mais integradas resultem em prisões maiores, apreensões mais significativas e em desarticulação de redes criminosas com atuação interestadual.

Enquanto a nova estrutura começa a funcionar, a corporação enfatiza a importância da cooperação entre unidades e o monitoramento contínuo de resultados, para ajustar práticas e ampliar a capacidade institucional no combate ao tráfico de drogas em toda a Paraíba.

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