lula critica versão da câmara do projeto antifacção, pede correção no senado

Lula critica versão da Câmara do projeto antifacção, pede correção no Senado

Senado deve recuperar objetivos do projeto antifacção, diz presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, em publicação no X, a versão do projeto antifacção aprovada pela Câmara dos Deputados, afirmando que as alterações no texto enfraquecem o combate ao crime organizado e geram insegurança jurídica. Lula pediu que o Senado recupere os objetivos originais da proposta enviada pelo governo.

Na mensagem, o presidente afirmou, de forma direta, que “Precisamos de leis firmes e seguras para combater o crime organizado. O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou. Do jeito que está, enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica. Trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei“, disse o Chefe do Executivo.

Por que Lula critica a versão aprovada na Câmara

Segundo o Planalto, as mudanças introduzidas pela Câmara teriam mudado pontos centrais da proposta original, que, na visão do governo, deveriam fortalecer a atuação das forças de segurança e ampliar a inteligência para atingir as estruturas de comando e financiamento das facções.

Em outro trecho da publicação, Lula reforçou que, no Senado, deve prevalecer “o diálogo e a responsabilidade na análise do projeto para que o Brasil tenha de fato instrumentos eficazes no enfrentamento às facções criminosas”. O presidente também afirmou que “O compromisso do Governo do Brasil é com uma agenda legislativa que fortaleça as ações da Polícia Federal, garanta maior integração entre as forças de segurança e amplie o trabalho de inteligência para enfrentar as facções nos territórios onde elas tentam se impor, mas especialmente para atingir as estruturas de comando que sustentam e financiam seus crimes. Estamos do lado do povo brasileiro e não abriremos mão de combater de verdade toda a cadeia do crime organizado“.

Reação do governo e preocupações sobre a Polícia Federal

Além do presidente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se manifestou sobre a versão aprovada pela Câmara. Em declaração a jornalistas, Haddad criticou o impacto do texto sobre a capacidade de ação da Polícia Federal, ao invés de atingir o crime organizado.

Haddad disse, textualmente, que “Objetivamente, esse projeto asfixia financeiramente, não o crime organizado, asfixia financeiramente a Polícia Federal. Não é aceitável no momento auspicioso da Polícia Federal. A Polícia Federal está no seu melhor momento de combate ao crime organizado, com três operações em menos de 120 dias“, declarou Haddad.

O governo, portanto, pede ajustes no Senado para que o projeto antifacção reforce instrumentos de investigação, cooperação entre polícias e medidas que alcancem o núcleo de comando das organizações criminosas, sem reduzir recursos ou atribuições da Polícia Federal.

Próximos passos no Senado

Com a tramitação agora remetida ao Senado, parlamentares terão que analisar as mudanças aprovadas na Câmara, ouvindo governistas, especialistas em segurança pública e representantes das forças policiais.

O presidente quer, segundo a sua fala, que prevaleça o diálogo responsável, para que o texto final entregue “instrumentos eficazes” no enfrentamento das facções. A expectativa é que o Senado avalie emendas que busquem conciliar as preocupações do Executivo sobre eficácia e segurança jurídica, com as propostas da Câmara.

Enquanto isso, a discussão pública sobre o projeto antifacção tende a continuar intensa, com foco nas consequências práticas para a atuação da Polícia Federal, para a integração entre as forças de segurança, e para o combate às estruturas que financiam o crime organizado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *